El Salvador: o desafio urgente da esquerda

El Salvador: o desafio urgente da esquerda

Os resultados das recentes eleições presidenciais em El Salvador, que favoreceram majoritariamente a candidatura do jovem político Nayib Bukele, enviaram para o terceiro lugar o principal partido de esquerda, a FMLN [Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional], já que as poderosas maquinarias eleitorais da ARENA [Aliança Republicada Nacionalista] e da FMLN foram literalmente varridas pela avalanche popular de eleitores pró-Nayib.

Esta situação merece do movimento popular salvadorenho um esforço em compreender as razões desta derrota, bem como vislumbrar as rotas que permitam recuperar a confiança dos setores populares em uma alternativa de esquerda.

Há uma nova realidade política, desde março do ano passado, que se pretende ocultar via voluntarismo, messianismo e sectarismo, mas enquanto não for reconhecida crítica e autocriticamente, não se conseguirá superá-la e o isolamento da esquerda será maior.

E tudo isto no marco de uma crescente e exitosa ofensiva da direita em nível latino-americano, mas também no marco das combativas marchas dos coletes amarelos na Europa. Na continuidade, identificamos algumas tendências neste ainda confuso e complexo panorama.
Antecedentes

A ruptura da FMLN com Nayib Bukele, ex-prefeito de San Salvador, foi um grave erro estratégico, mais que tático, já que: a) rompe a aliança política construída com importantes setores do capital árabe a partir da candidatura de Mauricio Funes, em 2007, para privilegiar a aliança com setores do capital transnacional. Esta aliança com o capital árabe era chave para enfrentar politicamente o capital oligárquico representado na ARENA; b) esta ruptura cria uma lacuna política entre setores revolucionários (Frente) e setores democráticos (Nayib), o que fragiliza as forças pela mudança social e historicamente sempre conduziu ao fracasso de projeto popular; e c) indiscutivelmente, Nayib é o personagem político mais carismático dos últimos 50 anos, e enfrentá-lo eleitoralmente foi um claro exemplo de prepotência e evidente suicídio político.
A situação

Os resultados do dia 3 de fevereiro passado colocam a esquerda e a FMLN como seu principal responsável, na mais perigosa crise de sua história de 40 anos; já que não é uma crise derivada, como no passado (1981), de uma derrota militar ou inclusive eleitoral (1999). Vai além. É uma crise política de legitimidade do já centenário projeto histórico da esquerda frente aos olhos e o coração das pessoas.

Um problema básico é que as pessoas confundam o que é o projeto de esquerda histórico com esta oferta eleitoral conjuntural da FMLN e que isto golpeie o imaginário de esquerda na população. Está claramente no profundo do pensar popular o questionamento e a disputa sobre a ideia de mudança social. Isso é o que está em jogo. E da forma como for resolvida esta crise depende a viabilidade, não tanto do partido FMLN, mas da ideia de transformação social, de sua fundamentação ideológica e principalmente ética.

O acúmulo político (apoio popular) conquistado pela FMLN em seus primeiros doze anos (1980-1992) de enfrentamento à ditadura militar e intervenção dos Estados Unidos, que lhe permitiram alcançar os Acordos de Paz de 1992 e conquistar a presidência em 2009, encontra-se seriamente golpeado, senão esgotado.

E o conquistado de acúmulo político nestes dez anos de governo (2009-2019), por sua natureza clientelista, evapora rapidamente, passando, em cinco anos, (2014-2019), de primeira para terceira força política do país, não obstante ser a força eleitoral melhor organizada.

Diante disto, surgem diversas explicações e se abrem diversos cenários de futuro como força política de esquerda e frente aos setores populares.
As explicações

Escutamos diversas narrativas que pretendem explicar o desenlace eleitoral. Para alguns e algumas, a razão deste desenlace adverso está em que “as pessoas são ingratas”, “tanto que lhes demos e viraram as costas para nós”. As pessoas são as culpadas, inclusive alguns se atrevem a classificar como traição a decisão popular pró-Nayib.

Outros aceitam o discurso da culpabilidade, mas o atribuem – como o ex-presidente Funes – a uma suposta “falta de informação” das pessoas, que permitiu que Nayib as enganasse. A tese é que as pessoas são ignorantes e se deixam facilmente manipular. Outros não dão importância a este desenlace, já que é “uma crise a mais que iremos superar”, “saímos de crises piores”. Ou seja, o voluntarismo.

Outros alegam que a vitória de Nayib não é representativa porque apenas 50% da população votaram, ou que foi por causa da prática midiática do ex-promotor Douglas Meléndez (La Página) e até algum partidário da teoria da conspiração acusa a todo-poderosa CIA por este descalabro eleitoral (terminar com 14% dos votos).

Na realidade, o fenômeno é multicausal, mas tem fortes raízes internas, deve-se a uma rejeição popular generalizada a diversos erros e condutas, entre estas, a uma atitude branda frente à corrupção (caso Funes, os supersalários), a estilos de vida suntuosos, a políticas clientelistas, ao abandono e enfraquecimento da organização e luta popular, ao peso subjetivo de 27 anos de luta eleitoral, etc. Aqui é que radicam as causas profundas desta derrota. Um dos principais erros políticos cometidos pela direção da Frente é o apoio a personagens vinculados a fatos de corrupção como o ex-presidente Funes, do qual deveria rapidamente se separar.
As respostas

A direção da ARENA já se adiantou para responder a esta crise, com medidas de renovação, já que anteciparão as eleições internas e os integrantes da atual condução não poderão participar. Isto no marco do surgimento de vozes dissidentes em sua fração legislativa que reivindicam uma renovação profunda.

No caso da FMLN, estas vozes são mais escassas, como é o caso do prefeito de San Marcos, Fidel Fuentes. E na análise ainda predomina um esforço em jogar a culpa em fatores externos. Quanto mais a Frente demorar em sua “avaliação” e em tomar medidas credíveis de renovação, maior será a fatura política, diante de pessoas que em seu imaginário passaram a se deslocar do vermelho para o celeste como símbolo de esperança, de futuro, de utopia.
As lições

A experiência salvadorenha de dez anos de governo do FMLN ensina que as mudanças de cima (o poder popular de cima, os governos de esquerda) só podem se consolidar com um forte poder popular de baixo, caso contrário, resultam frágeis e temporais, são facilmente reversíveis. Só a organização e a consciência popular garantem a continuidade das mudanças.

Fica comprovado que os programas sociais não se traduzem em votos, nem muito menos em consciência e organização. São dez anos de assistencialismo puro e as pessoas receberam a ajuda e votou em Nayib. Construir poder popular exclusivamente de cima é se condenar ao fracasso, cedo ou tarde. E podemos facilmente nos ver no espelho do Brasil e Venezuela.

Para os Estados Unidos, nenhum dos três candidatos constituiu uma ameaça, não obstante, paradoxalmente, seja Calleja, o candidato da ARENA e dono da Selectos, o único que em nível empresarial dispute com Walmart o monopólio do comércio, no varejo. Mas, pela experiência destes últimos dez anos, o mais recomendável teria sido Hugo, já que assim se continuaria garantindo o protesto popular frente ao modelo neoliberal. Nayib constitui uma incógnita, o que gera incerteza. E Calleja poderia facilmente desencadear a mobilização social, que é aquilo que, junto com as “caravanas”, o império considera a principal ameaça a ser evitada.

As relações com a República Popular da China, sim, são um elemento de preocupação, já que desestabiliza os Estados Unidos, a ordem regional vigente e é um desafio aberto a sua dominação, ainda que a partir do marco de uma mesma economia-mundo capitalista. Interessantemente, o governo Funes começou desafiando a oligarquia, ao abrir relações com Cuba, e o governo Sánchez Ceren conclui desafiando os Estados Unidos, ao abrir relações com a China Popular.
Os cenários (internos) futuros

É possível prever cenários futuros a respeito da Frente e sua digestão desta crise:

Há a possibilidade de uma situação em que se combine falta de renovação com fragmentação. Em caso de existir resistência a abandonar os cargos de direção – e isto é o mínimo que a população demanda para voltar a confiar neste instrumento político –, certamente se ampliará o horizonte de fragmentação interna, e de punição popular nas eleições de 2021.

O segundo cenário é o de não haver renovação, mas que se mantenham unidos. É o cenário da trincheira, do autismo. Seria a repetição do que aconteceu depois da também derrota eleitoral, do ano passado, nas eleições legislativas e municipais, nas quais se perdeu San Salvador e se reduziu a fração legislativa, e não foram realizadas mudanças. Dirigiram o conflito interno, mas não recuperaram o favor popular e, certamente, continuarão diminuindo eleitoralmente nas próximas eleições de 2021.

Um terceiro cenário é que haja renovação, mas divididos. Ou seja, que um setor encampe a renovação e consiga o apoio da militância para a impulsionar – inclusive a partir de uma visão claramente social-democrata –, mas isto leve a uma ruptura inclusive pública com outro setor que se aferre a uma visão mais conservadora.

Um quarto cenário, o mais positivo, mas por sua vez talvez o mais distante, é que haja renovação e, ao mesmo tempo, os diversos agrupamentos se mantenham unidos. Isto permitiria dar coesão à militância, renovar os vínculos com os setores populares e dar início a um processo de democratização que revitalizaria o instrumento político no novo panorama surgido a partir destas eleições presidenciais.
Os cenários (externos) futuros. Atitude diante de Nayib (presidente eleito)

No caso de Nayib, já está sendo qualificado como peão do império. E quanto mais for atacado, mais será empurrado para essa direção. Nayib é uma pessoa de esquerda democrática, social-democrata. E do que fizermos como esquerda influenciará que seja um social-democrata de direita, de centro ou de esquerda. O governo de Nayib será ideológica e politicamente um governo em disputa.

Existem basicamente dois cenários:

A oposição.

Uma possibilidade é que se defina uma linha de desgaste para Nayib e se trabalhe para desqualificar o governo. Isto será fortemente criticado pelos setores populares e conduzirá, cedo ou tarde, a um maior isolamento. Certamente, a ARENA buscará na FMLN um aliado firme para descarrilhar o governo de Nayib. Tomara que a FMLN não se preste a este serviço. O perigo está em se tornar, de fato ou de direito, sócio menor de uma aliança anti-Nayib, conduzida por FUSADES-ANEP-ARENA.

O apoio crítico.

O próximo governo de Nayib será um governo em disputa, entre setores de direita e setores de orientação popular. O tanto que irá avançar ou retroceder dependerá da pressão popular e as alianças. Neste marco, é chave a busca de um acordo, desde já, antes que assuma o governo em junho, que compreenda o compromisso de garantir os programas sociais, um rumo independente em política exterior, a não privatização da água, etc. Isto será certamente aplaudido pelos setores populares e permitirá uma valorização positiva do esforço.

É necessário estender pontes para o novo bloco emergente de poder, para buscar influenciar e participar da luta pelo futuro rumo. Os gringos compreenderam bem isso e já estão dando seu apoio, e certamente a União Europeia fará o mesmo, também os recém-chegados chineses e isto o colocará no mapa do que ocorre na Venezuela e Nicarágua.

Finalmente… entre as pessoas, como entre as forças políticas, quando se perdeu o rumo, o mais adequado é retornar às nossas raízes.

El desafío urgente de la izquierda en El Salvador

El desafío urgente de la izquierda en El Salvador
Roberto Pineda 6 de febrero de 2019
Los resultados de las recientes elecciones presidenciales en El Salvador que favorecieron mayoritariamente la candidatura del joven político Nayib Bukele, así como enviaron al tercer lugar al principal partido de izquierda, el FMLN, ya que las poderosas maquinarias electorales de Arena y del Fmln fueron literalmente barridas por la avalancha popular de votantes pronayib.

Esta situación amerita para el movimiento popular salvadoreño un esfuerzo por comprender las razones de esta derrota, así como vislumbrar los derroteros que permitan recuperar la confianza de los sectores populares en una alternativa de izquierda.
Hay una nueva realidad política desde marzo del año pasado que se pretende ocultar vía voluntarismo, mesianismo y sectarismo, pero mientras no se le reconozca crítica y autocríticamente, no se lograra superarla y el aislamiento de la izquierda será mayor.
Y todo esto en el marco de una creciente y exitosa ofensiva de la derecha a nivel latinoamericano. Pero también en el marco de las combativas marchas de los chalecos amarillos en Europa. A continuación identificamos algunas tendencias en este todavía confuso y complejo panorama.
Antecedentes
La ruptura del FMLN con Nayib Bukele, exalcalde de San Salvador, fue un grave error estratégico más que táctico ya que: a) rompe la alianza política construida con importantes sectores del capital árabe a partir de la candidatura de Mauricio Funes en 2007, para privilegiar alianza con sectores de capital transnacional. Esta alianza con el capital árabe era clave para enfrentar políticamente al capital oligárquico representado en ARENA , b)esta ruptura crea una brecha política entre sectores revolucionarios (Frente) y sectores democráticos (Nayib) lo que debilita las fuerzas por el cambio social e históricamente siempre ha conducido al fracaso de proyecto popular y c) indiscutiblemente Nayib es el personaje político más carismático de los últimos 50 años, y enfrentarlo electoralmente fue un claro ejemplo de prepotencia y evidente suicidio político.
La situación
Los resultados del 3 de febrero pasado colocan a la izquierda y al FMLN como su principal representante, en la más peligrosa crisis de su historia de 40 años; ya que no es una crisis derivada como en el pasado (1981) de una derrota militar o incluso electoral (1999). Va más allá. Es una crisis política de legitimidad del ya centenario proyecto histórico de la izquierda ante los ojos y el corazón de la gente.
Un problema básico es que la gente confunda lo que es el proyecto de izquierda histórico con esta oferta electoral coyuntural del FMLN y esto golpee el imaginario de izquierda en la población Está claramente en lo profundo del pensar popular el cuestionamiento y la disputa sobre la idea del cambio social. Eso es lo que está en juego. Y de la forma como se resuelva esta crisis depende la viabilidad no tanto del partido FMLN sino de la idea de transformación social, de su fundamentación ideológica y principalmente ética.
La acumulación política (respaldo popular) lograda por el FMLN en sus primeros doce años (1980-1992) de enfrentamiento con la dictadura militar y la intervención de Estados Unidos, que le permitieron lograr los Acuerdos de Paz de 1992 y alcanzar la presidencia en el 2009 se encuentra seriamente golpeada, sino agotada.
Y lo logrado en acumulación política en estos diez años de gobierno (2009-2019) por su naturaleza clientelar, se evapora rápidamente, pasando en cinco años, (2014-2019) de primera a convertirse en tercera fuerza política del país, no obstante ser la fuerza electoral mejor organizada.
Frente a esto surgen diversas explicaciones y se abren diversos escenarios de futuro como fuerza política de izquierda y de cara a los sectores populares.
Las explicaciones
Hemos escuchado diversas narrativas que pretenden explicar el desenlace electoral. Para algunos y algunas, la razón de este desenlace adverso radica en que “la gente es desagradecida”, “tanto que les hemos dado y nos dieron la espalda”. La gente es la culpable, incluso algunos se atreven a calificar de traición la decisión popular pro-Nayib.
Otros aceptan el discurso de la culpabilidad pero lo achacan como el expresidente Funes a una supuesta “falta de información” de la gente que permitió que Nayib los embaucara. La tesis es que la gente es ignorante y se deja fácilmente manipular. Otros le restan importancia a este desenlace ya que es “una crisis más que vamos a superar”, “de peores crisis hemos salido”. O sea el voluntarismo.
Otros alegan que el gane de Nayib no es representativo porque solo votó el 50% de la población, o que se debió a la práctica mediática del exfiscal Douglas Meléndez (La Página) y hasta algún partidario de la teoría de la conspiración acusa a la todopoderosa CIA de este descalabro electoral (terminar con el 14 % de la votación).
En realidad el fenómeno es multicausal, pero tiene fuertes raíces internas, se debe a un rechazo popular generalizado a diversos errores y conductas, entre estas a una actitud blanda frente a la corrupción (caso Funes, los sobresueldos), a estilos de vida suntuosos, a políticas clientelistas, al abandono y debilitamiento de la organización y lucha popular, al peso subjetivo de 27 años de lucha electoral, etc. Aquí es que radican las causas profundas de esta derrota. Uno de los principales errores políticos cometidos por la dirección del Frente es el respaldo a personajes vinculados a hechos de corrupción como el expresidente Funes, del cual debería rápidamente separarse.
Las respuestas
La dirección de ARENA se adelantó ya a responder a esta crisis, con medidas de renovación, ya que adelantaran las elecciones internas y los integrantes de la actual conducción no podrán participar. Esto en el marco del surgimiento de voces disidentes en su fracción legislativa que reclaman por una renovación profunda.
En el caso del FMLN, estas voces son más escasas, como es el caso del alcalde de San Marcos, Fidel Fuentes. Y predomina todavía en el análisis un esfuerzo por echarle la culpa a factores externos. Mientras más se tarde el Frente en su “evaluación” y en tomar medidas creíbles de renovación, la factura política será mayor, de cara a la gente que en su imaginario, han pasado a desplazarse del rojo hacia el celeste como símbolo de esperanza, de futuro, de utopía.
Las lecciones
La experiencia salvadoreña de diez años de gobierno del FMLN enseña que los cambios desde arriba (el poder popular desde arriba, los gobiernos de izquierda) solo pueden consolidarse con un fuerte poder popular desde abajo, si no, resultan frágiles y temporales, son fácilmente reversibles. Solo la organización y la conciencia popular garantizan la continuidad de los cambios.
Queda comprobado que los programas sociales no se traducen en votos, ni mucho menos en conciencia y organización. Son diez años de asistencialismo puro y la gente recibió la ayuda y votó por Nayib. Construir poder popular exclusivamente desde arriba es condenarse al fracaso más temprano que tarde. Y podemos fácilmente vernos en el espejo de Brasil y Venezuela.
Para los Estados Unidos, ninguno de los tres candidatos constituyó una amenaza, no obstante que paradójicamente sea Calleja, el candidato de ARENA y dueño de Selectos, el único que a nivel empresarial le disputa a Wallmart el monopolio del comercio al por menor. Pero por la experiencia de estos últimos diez años lo más recomendable hubiera sido Hugo, ya que así se continuaría garantizando mantener a raya la protesta popular frente al modelo neoliberal. Nayib constituye una incógnita, lo que genera incertidumbre. Y Callejas podría fácilmente desencadenar la movilización social, que es lo que junto con las “caravanas” se considera para el imperio como amenaza principal a evitar. En términos ideológicos, no hay mucha distancia entre los tres candidatos, giran alrededor dle reloj socialdemocrata.
Las relaciones con la RPCh sí son un elemento de preocupación, ya que les desestabiliza a los EE. UU., el orden regional vigente y es un desafío abierto a su dominación, aunque desde el marco de una misma economía-mundo capitalista. Interesantemente, el gobierno Funes inició desafiando a la oligarquía al abrir relaciones con Cuba y el gobierno Sánchez Ceren concluye desafiando a los Estados Unidos al abrir relaciones con China Popular.
Los escenarios (internos) a futuro
Puede preverse cuatro escenarios a futuro con relación al Frente y su digestión de esta crisis:
Existe la posibilidad de una situación en la que se combine falta de renovación con fragmentación. En caso de existir resistencia a abandonar los cargos de dirección y esto es lo mínimo que la población demanda para volver a confiar en este instrumento político, seguramente se ampliará el horizonte de fragmentación a lo interno, y de castigo popular en las elecciones del 2021.
El segundo escenario, es el que no haya renovación pero se mantengan unidos. Es el escenario de la trinchera, del autismo. Sería la repetición de lo que sucedió luego de la también derrota electoral del año pasado en las elecciones legislativas y municipales, en que se perdió San Salvador y se redujo la fracción legislativa, y no se hicieron cambios. Manejaran el conflicto interno pero no recuperaran el favor popular y seguramente seguirán disminuyendo electoralmente en las próximas elecciones del 20121.
Un tercer escenario es que haya renovación pero divididos. O sea que un sector abandere la renovación y logre el respaldo de la militancia para impulsarla –incluso desde una visión claramente socialdemócrata-pero esto lleve a una ruptura incluso pública con otro sector que se aferre a una visión más conservadora.
Un cuarto escenario, el más positivo pero a la vez quizás más lejano, es que haya renovación y a la vez se mantengan unidos los diverso agrupamientos. Esto permitiría cohesionar a la militancia, renovar los vínculos con los sectores populares y dar inicio a un proceso de democratización que revitalizaría al instrumento político en el nuevo panorama surgido a partir de estas elecciones presidenciales.
Los escenarios (externos) a futuro. Actitud frente a Nayib (presidente electo)
En el caso de Nayib, ya se le está calificando como peón del imperio. Y mientras más se le ataque más se le va empujar hacia esa dirección. Nayib es una persona de izquierda democrática, socialdemócrata. Y de lo que hagamos como izquierda va depender que sea un socialdemócrata de derecha, de centro o de izquierda. El gobierno de Nayib será ideológica y políticamente un gobierno en disputa.
Existen básicamente dos escenarios:
La oposición.
Una posibilidad es que se defina una línea de desgaste hacia Nayib y se trabaje para descalificar al gobierno. Esto será fuertemente criticado por los sectores populares y conducirá más temprano que tarde hacia un mayor aislamiento. Seguramente ARENA tratara de buscar en el FMLN un aliado firme para descarrilar el gobierno de Nayib. Ojala el FMLN no se preste a este cometido. Si va haber una oposición acrítica que la desempeñe Arena. El peligro está en convertirse de hecho o de derecho, en socio menor de una alianza anti nayib conducida por FUSADES-ANEP-ARENA.
El apoyo crítico.
El próximo gobierno de Nayib será un gobierno en disputa, entre sectores de derecha y sectores de orientación popular. Que tanto avance o retroceda dependerá de la presión popular y las alianzas. En este marco es clave la búsqueda de un acuerdo desde ya, desde antes que asuma en junio el gobierno, que comprenda el compromiso de garantizar los programas sociales, un rumbo independiente en política exterior, la o privatización del agua, etc. Esto será seguramente aplaudido por los sectores populares y permitirá una valoración positiva del esfuerzo.
Se necesita tender puentes hacia el nuevo bloque emergente de poder para tratar de influir y participar en pugna por el futuro rumbo, los gringos lo han entendido bien y ya están dando su apoyo, y seguramente lo mismo hará la Unión Europea e incluso los recién llegados chinos y esto ponerlo en el mapa de lo que pasa en Venezuela y Nicaragua.
Es muy signnificativo como tanto el FMLN como ARENA asuman los procesos de ajuste de manera similar. Finalmente…entre las personas como entre las fuerzas políticas, cuando se ha perdido el rumbo lo más adecuado es regresar a nuestras raíces.

Tributo a Juan Mari Brás

Palabras de Olga Sanabria Dávila en el Tributo a Juan Mari Brás
Olga I. Sanabria Dávila
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No hay palabras para expresar el honor que representa para mí dirigirme a ustedes en este Homenaje a Juan Mari Brás que rendimos en el día de hoy desde la diáspora.

Juan Mari Brás nos tocó a todos los patriotas luchadores y luchadoras por la independencia de Puerto Rico que participamos desde la década de los años 60, algunos desde los 70. Era una lucha álgida, intensa, una militancia dura. Era un clima internacional de efervescencia de luchas antiimperialistas de independencia y liberación nacional, de guerras por la soberanía. De un campo socialista fuerte. !De revoluciones como La Revolución Cubana!

Desde los quince años Juan Mari Brás se integró a la lucha influido por la generación del Partido Nacionalista y el dirigente máximo del nacionalismo y otro gran luchador y mártir de nuestra lucha nacional, Pedro Albízu Campos. En su desarrollo reunió todas las cualidades que debe tener un dirigente o que deben existir dentro de una dirección colectiva, un dirigente que dirigió con su ejemplo y su gran visión estratégica. De gran disciplina, compromiso, dedicación, trabajador como pocos, y el extraordinario sentido del sacrificio que requieren las grandes luchas de los pueblos.

Fue un estudioso de una mente jurídica y política extraordinaria al igual que su oratoria. Y su gran capacidad analítica lo hizo un estratega de primera.

Además, solidario, amigo, incluso humilde, porque no debemos confundir la vehemencia y firmeza con arrogancia o falta de humildad. No se jactaba de su gran inteligencia, memoria, oratoria, ni de sus demás grandes cualidades que lo hacían objeto de admiración, respecto inspiración y esperanza. A pesar de su arrojo era en algo tímido. Por sus grandes atributos y logros como abogado y jurista muchos pensaban que era un hombre rico – nada más lejos de la realidad.

Lo conocí cuando yo era apenas una adolescente consciente solo de mi puertorriqueñidad cuando me criaba aquí en esta ciudad. Luego lo conocí cuando milité en el Movimiento Pro Independencia. El era Secretario General y el MPI estaba en transición hacia el Partido Socialista Puertorriqueño.

Juan Mari Brás fue fundador del Movimiento Pro Independencia junto a pequeño grupo de patriotas, recorrió las ciudades, pueblos, campos y montes de Puerto Rico día tras día, noche tras noche, con la idea de fundar un gran Movimiento que reagrupara nuestras fuerzas, incorporando nacionalistas, populares desafectos o expulsados, comunistas y jóvenes de la gloriosa Federación de Universitarios Pro Independencia fundada varios años antes y cuyos miembros ya graduados o expulsados de Universidad de Puerto Rico buscaban canalizar su esfuerzo y sentimiento revolucionario, un movimiento que se fuera por encima de la brutal represión de la década de los años cuando se pretendió eliminar no solo el nacionalismo puertorriqueño, no solo a los independentistas sino la puertorriqueñidad misma. Con el lema ¡Despierta Boricua, defiende lo tuyo! se desarrolló lo que llamamos en el momento y seguimos llamando la Nueva Lucha por la independencia de Puerto Rico.

Mari Bras fue el visionario de aquel gran movimiento, fundado en 1959 y llamado Movimiento Pro Independencia de Puerto Rico que tiró nuevamente a las calles un pueblo puertorriqueño con una memoria aún viva de Pedro Albizu Campos, de las hazañas heroicas del nacionalismo puertorriqueño, y luego dirigió el proceso de su transformación en el gran Partido Socialista Puertorriqueño.

En ese contexto en Puerto Rico se desarrolló multiplicidad de instituciones, grupos culturales y de teatro, grupos de intelectuales, grupos estudiantiles, organismos sindicales y de lucha obrera, se desarrolló toda una cultura de lucha que trascendió las organizaciones, y cobró dinámica propia de afirmación de lucha, de afirmación nacional, de afirmación de lo nuestro que repercute hasta el día de hoy.

En Estados Unidos, era un momento de grandes polarizaciones, una efervescencia que abarcaba un movimiento contra la Guerra en Vietnam, de los estudiantes, por los derechos civiles de los afro- americanos y otros de las llamadas minorías incluyendo los puertorriqueños, un movimiento de mujeres, de los trabajadores, de los pobres y muchos otros sectores de este país.

Durante esa efervescencia social y política en Estados Unidos, el Movimiento Pro Independencia transita hacia el Partido Socialista Puertorriqueño y se impulsa la fundación de una seccional del PSP en Estados Unidos que tuvo innumerables organismos y frentes de lucha, incluyendo la izquierda norteamericana, a favor de los derechos democráticos y la lucha por la independencia de Puerto Rico.

Acá en Estados Unidos, y en Nueva York, como Secretario General del PSP Mari Brás nos tocó a todos.

Nos tocó porque la Seccional de Estados Unidos del partido que dirigía nos apoderó al igual que en Puerto Rico, nos apoderó para crecernos, para ser dirigentes, para aprender haciendo, aprender haciendo y producir un periódico, aprender haciendo y organizar, aprender haciendo y dar discursos, aprender haciendo y desarrollar la comunicación social, comunitaria y política, aprender haciendo y organizar, aprender haciendo y recabar dinero y recursos, aprender haciendo en muchas esferas. Nos apoderó también para ser seres humanos distintos, solidarios, firmes en nuestra lucha de independencia en el compañerismo y la solidaridad entre nosotros y en la solidaridad con otros pueblos.

Además en la coyuntura que le toco Mari Brás fue además visionario de la presentación del caso de Puerto Rico a nivel internacional, en Naciones Unidas, en el Movimiento de Países; de la necesidad de la solidaridad de los pueblos en lucha con Puerto Rico y la necesidad de la solidaridad recíproca, así aprendimos también de las luchas en Africa, Asia y el resto de América Latina y el Caribe. Mari Brás se hizo amigo de Fidel desde antes de la Revolución, y también fue amigo de Salvador Allende y tantos otros dirigentes de las grandes luchas.

Un papel especial en la política del MPI y luego del Partido Socialista Puertorriqueño, fue la relación con la Revolución Cubana y el pueblo cubano. Puerto Rico históricamente, y da soberbia, indigna, decirlo, Puerto Rico históricamente ha sido el basurero de la escoria reaccionaria que no entiende o no quiere entender y corren a otros lares cuando ascienden al poder gobiernos que ponen el interés humano por encima del llamado Mercado, del capital y de intereses foráneos con todo lo que ello implica. Entran a Puerto Rico porque bajo nuestra condición colonial no somos nosotros quienes decidimos quien inmigra a nuestro país. Y así, cuando triunfó la Revolución Cubana llegaron a Puerto Rico decenas de miles de exiliados cubanos que desarrollaron poder económico y político.

Hasta ahí llegaron, y eso no ha sido poca cosa. Pero si pensaban que harían en San Juan lo que hacían en Miami donde durante mucho tiempo lograron que nadie hablara ni mínima ni tímidamente la verdad de la Revolución, se llevaron la gran sorpresa porque en Puerto Rico el MPI y luego el Partido Socialista bajo la dirección de Mari Brás reciprocamos la solidaridad cubana con una política vertical de solidaridad con la Revolución, impulsando la divulgación de información, las actividades de solidaridad y más importante aún, asegurando que los puertorriqueños, comenzando con la militancia independentista y socialista, pero no limitándose a ello, viajaran a ver con sus propios ojos la Revolución y a conocer con sus corazones al pueblo cubano.

Y las agencias de viaje que establecimos para ese fin la Agencia Girasol y luego la agencia Viajes Antillas fueron objeto de ataques con bombas como lo fue también el local del Movimiento Pro Independencia. Luego también vinieron los viajes de cubanos criados en Puerto Rico lo que también tuvo su precio en el vil asesinato de Carlos Múñiz Varela.

No obstante, continuó y continúa la solidaridad y continuaron y continúan los viajes a Cuba también a eventos profesionales y culturales, también de todos los sectores ideológicos del país. Así se logró que no se hicieran en San Juan lo que en Miami. En Puerto Rico sí siempre se ha hablado de Cuba, de La Revolución y del gran dirigente Fidel Castro cuando en Miami era tabú. Por eso los ahora dignamente llamados exiliados cubanos, despreciaban a los independentistas y en particular a Mari Brás, hasta llegar a la conspiración con agencias represivas del imperio y la colonial que cegó la vida de su hijo, Santiago Mari Pesquera – Chagui – imponiéndole a Mari Brás y su familia el sacrificio supremo, quitándole también su hijo a Paquita Pesquera Cantellops, su hermano a Raulito y Rosi Mari, quitándole a Mariana, a Mari Mari y a Teresa, a quien hubiera sido otro hermano.

En su trayectoria Mari Brás logró agrupar dirigentes y militantes talentosos e igualmente sacrificados y comprometidos con las organizaciones y las campañas por la lucha de independencia de Puerto Rico y la justicia social para los trabajadores. Pero Mari Bras sentaba la pauta con su calidad de revolucionario, con su firmeza, con su seguridad. Todo ello a pesar de los rasgos de timidez y humildad en su personalidad negada por algunos por su vehemencia y oratoria. Y todo ello a pesar de sus imperfecciones que tuvo como cualquier ser humano las tiene y que sabemos la historia le perdonará.

Luego de cesar sus funciones en el Partido Socialista, por decisión propia luego de más de 25 años en las direcciones de organizaciones como el MPI y el PSP, y para dar paso a otra generación de dirigentes, Mari Brás siguió sembrando victorias para el pueblo puertorriqueño. Su renuncia a la ciudadanía de Estados Unidos es un clásico ejemplo de su visión estratégica. Además, redescubrió a Hostos para el pueblo puertorriqueño y la academia, promoviendo la publicación moderna de su obra además de ocupar la prestigiosa Cátedra Eugenio María de Hostos en la Universidad de Puerto Rico y publicar sus propios escritos de profundidad sobre uno de nuestros grandes próceres del Siglo XIX.

En el caso de la ciudadanía Mari Brós renuncia a su ciudadanía de Estados Unidos para probar que como puertorriqueño podía vivir sin la ciudadanía norteamericana, porque los puertorriqueños tenemos una ciudadanía propia que es la puertorriqueña, y se propone que luego de ya no ser ciudadano de Estados Unidos seguir ejerciendo la abogacía, ejerciendo la cátedra, dicho sea de paso en la Facultad de Derecho Eugenio María de Hostos cuya fundación propulsó, votando en las elecciones de Puerto Rico siempre y cuando a su criterio su voto adelantara la lucha de independencia de Puerto Rico.

Y fue cuando su voto fue retado en los tribunales sobre la base de ausencia de la ciudadanía de Estados Unidos, que ganó el caso en el Tribunal Supremo de Puerto Rico el cual afirmó la existencia de la ciudadanía puertorriqueña, ciudadanía que se extiende a los puertorriqueños en Estados Unidos.

La obra de Mari Brás, el MPI, el PSP y tantos otros organismos que fundó, fue la influencia de nuestra generación de luchadores. – una obra impresa hoy en todos los ámbitos de Puerto Rico: en el campo de lo jurídico, del periodismo, cultural, sindical, diplomático y muchos otros, como estará impresa su obra en la historia de nuestro pueblo.

A los puertorriqueños nos ha tocado una lucha muy dura como colonia clásica frente al imperio más poderoso que ha conocido la humanidad, pero en el universo, Puerto Rico es lo que tenemos, por eso uno de los muchos libros de la autoría de Mari Bras, se titula Patria y universo.

Como alguien militó en varias organizaciones dirigidas por él, como alguien que trabajo con él, y estuvo cerca de él en tantos ámbitos de lucha y amistad, que lo conoció en su amor a Vieques, a Puerto Rico y a la lucha, creo que puedo dirigirme directamente a él:

Querido Juan, muy querido,

Gracias por regalarnos a algunos de los presentes aquí hoy su último discurso porque fue durante su enfermedad, aquí en Nueva York, que lo pronunció en el Centro El Maestro en el Sur del Bronx, entre la diáspora que hoy lo homenajea.

¡Gracias a sus seres humanos como usted, a dirigentes como usted, nuestro pueblo no ha sido un pueblo huérfano, ni apátrida, sino un pueblo tan guerrillero como cualquiera otro, tan luchador como cualquiera otro y tan solidario y soñador como cualquiera otro. Gracias a dirigentes como Ud. y a su ejemplo nuestra lucha reverdece siempre!

¡Libertad para Oscar López Rivera!

¡Libertad para Norberto González Claudio!

¡Viva la memoria y la obra de Juan Mari Brás!

¡Viva Puerto Rico libre!

Vivir la independencia

Vivir la independencia
Por Marta Aponte Alsina

Publicado: miércoles, 5 de diciembre de 2018

A José Alberto Álvarez Febles y Lureida Torres Rodríguez in memoriam

Agradezco a la Fundación Juan Mari Brás la invitación a presentar este libro. Mari Mari Narváez me comunicó que pensaron en mí porque soy escritora e independentista no afiliada.
Asumo y sumo. Soy contemporánea de casi todas las personas que aportan en este libro sus recuerdos de don Juan Mari Brás y fui militante del Partido Socialista Puertorriqueño. Además, soy lectora de formación comparatista; un método de leer relacionando y en contexto histórico.
Leí las entrevistas a la par con las Memorias de Mari Brás. Crucé lecturas, como si fueran capítulos de un solo libro. Una trama única, compleja en sus tonos y miradas. Ninguno de los libros es biografía, aunque en las memorias sí hay pasajes autobiográficos. Se dedican más bien a la vida pública del patriota.
Sobre el libro que hoy presentamos salta a la vista que los entrevistados son menores que Juan Mari. Solo dos lo conocieron en calidad de adversario ideológico o figura contrastante: Rafael Hernández Colón y Rubén Berríos Martínez. Como es propio, destacan los valores más que las diferencias. Berríos puntualiza: “Solo vi entrega perenne, valor a toda prueba, trabajo riguroso e incansable y la perseverancia que le venía desde su primera infancia; siempre abierto a explorar e inventar nuevas formas y métodos para adelantar nuestra liberación y… flexibilidad para buscar nueva avenidas de acción” en el activismo político. Rafael Hernández Colón recuerda a “un hombre de profundas convicciones, decente, veraz y muy valiente”.

En las demás entrevistas se perciben acercamientos distintos, correspondientes a las personalidades de los entrevistados, aunque siempre reconocen en Juan Mari Brás al humano que en buena medida determinó el rumbo de sus vidas, o se movió en el escenario donde hicieron sus vidas. Así hablan Manuel de J. González Hernández, Carmen Ortiz Abreu, Carlos Gallisá Bisbal, Digna Sánchez Jiménez, Roy Brown Ramírez, Jaime Córdova Rodríguez, Florencio Merced Rosa, Wilma Reverón Collazo, Norman Pietri Castellón y Néstor Ricardo Nazario Trabal. Sus miradas concurren en la formación de un personaje que se ha ido convirtiendo, por obra del recuerdo, en figura determinante de la vida propia.
Además de homenaje prolongado y conmemorativo, las entrevistas aportan materiales para la escritura de una historia crítica, honesta y rigurosa, del independentismo en Puerto Rico en la segunda mitad del siglo veinte, o al menos del Movimiento pro Independencia y el Partido Socialista, lo que ya incluiría varios capítulos de la historia del independentismo. Se trata de testimonios directos de quienes conocieron al personaje y, a su vez, son personajes prominentes de esa historia que desean las lectoras, los lectores más jóvenes, quienes hablan de Juan Mari como nosotros hablábamos de Albizu, en el plano del aura, de la figura mítica, o del conocimiento superficial, pero sin las complejidades de su vida política, que de algún modo fue también la experiencia de las personas entrevistadas en este libro. Entre ellas, Carmen Ortiz Abreu describe a Mari Brás como figura de transición entre el nacionalismo y la nueva lucha, y menciona la siempre viva participación de la mujer en las luchas emancipadoras.
De la entrevista con Manuel de J, González conmueve la descripción final: “un hombre de enorme sensibilidad”. Carlos Gallisá Bisbal (qué maravillosa la inclusión de los apellidos maternos, porque por línea materna nos llegan las frustraciones, las obsesiones, el deseo de justicia) describe a Mari Brás en dimensión ética y afirma que el suyo fue un compromiso ejemplar. También recuerda su capacidad analítica y cómo logró articular el pensamiento albizuísta con el socialismo. Wilma Reverón reconoce el respaldo de Mari Brás a la formación de ella como dirigente y a la perdurable gestión del independentismo en las Naciones Unidas. Su testimonio se complementa con la entrevista a Ricardo Alarcón, quien no olvida la presión descomunal de Estados Unidos a países aliados suyos y no alineados para censurar la discusión del caso de Puerto Rico en la ONU.
Antes de describir la figura amplia que leo en esas miradas, cruzo el hilo a otra sección del tapiz. Llamo la atención al autorretrato de Juan, a sus Memorias de un ciudadano, a los capítulos sobre sus primeros años e incursión inicial en la vida pública. Antes que estratega, fundador y revolucionario fue el hijo consentido y escogido por sus padres y familiares: casi un predestinado, en un ambiente amplio ya que los solares se extendían a otros pueblos de la región de Mayagüez, que para Juan Mari, si mal no leí, merecía ser la capital de la República de Puerto Rico.
Algo habrá de cierto en el excepcionalismo de Mayagüez, y así queda claro en el testimonio de don Rafael Cancel Miranda y el compromiso de ambos padres, Rafael Cancel y Santiago Mari, anterior a la vida pública de los muchachos. Hubo así una continuidad inseparable entre la personalidad del hombre y el solar de sus afectos. Ese solar de sus afectos tenía que ver con la solvencia económica y el apoyo de sus padres, pero incluso más con el dilatado núcleo familiar. Su padre, su madre, deben haber sido una de esas raras parejas con la sabiduría de ver y respetar lo que sus descendientes traen al mundo, y dejarlo florecer.
En los testimonios de Florencio Merced, Manuel de J. González, Jaime Córdova, Norman Pietri y Néstor Nazario Trabal se describen los primeros años del MPI y el PSP. Quizás Néstor Trabal fue el más cercano a los escenarios afectivos del pensamiento de Juan Mari Brás, pues era un niño cuando en su casa, en la casa de sus padres, en el templo espiritista de doña Providencia Trabal, se realizó la ceremonia de fundación del Movimiento pro Independencia. Cierta continuidad ritual, el lugar, las circunstancias inmediatas, no pueden ser más evocadores del independentismo de las sociedades secretas del siglo 19. Pero es Norman Pietri quien dibuja con sus recuerdos el acercamiento más entrañable, quizás por el enlace pueblerino, porque es evidente que hay un regionalismo mayagüezano, o lo hubo, y que en esa ciudad de cuyas estructuras históricas queda muy poco, en esas ruinas mudas, se gestó un mundo, una historia social, un enjambre de comunicaciones.
La familia extendida era de comerciantes y hacendados. Cuando Mari Brás era niño, el papá le montó un negocio de dulces con todo y productor, y el niño de socio capitalista. Pero si aquel negocio fracasó, alguna calidad de empresario dejó en Mari Brás, porque fue un fundador de misiones y empresas, como indican Manuel y Florencio en sus entrevistas. En su caso la faceta empresarial poco tuvo que ver con el sentido capitalista de propiedad privada, a juzgar por la trayectoria vital de Mari Brás, que siempre se inclinó al sacrificio económico. Era otra la motivación de sus fundaciones. Sobre esa motivación extraordinaria hay mucho que pensar y decir.

A propósito de empresas, sobresalen las comunicadoras de análisis político y difusión cultural. Recuerda Roy Brown que Mari Brás, le pedía que avivara las movilizaciones con música. El mismo Mari Brás condujo un programa radial cuando era todavía un adolescente, iniciando una apasionada relación con los medios que se extenderá a las “empresas del partido”. Esas empresas por sí solas merecen un libro, una recopilación minuciosa de experiencias. Si en Mayagüez los espíritus tenían inclinaciones separatistas, en la isla y las regiones de sus migraciones el proyecto de esas empresas tuvo un sentido social y comunicativo inseparable de la misión independentista. Como si entre espíritus tutelares e iniciativas frágilmente sustentables se hubiera ido creando otra isla liberada del coloniaje; otra isla concebible, o quizás un mapa de proyectos demostrativos, una hoja de ruta hacia el porvenir.

De aquellos proyectos culturales y de comunicación pública el más resistente ha sido Claridad. Debe ser el único sobreviviente de todos los semanarios y periódicos de línea crítica que nacieron entonces. Además del libro de Awilda Palau, Claridad merece estudios que incluyan otras etapas, y que recuperen detalladamente las experiencias de Claridad diario, Claridad bilingüe y Claridad bisemanal. De sus comienzos habla Jaime Córdova. De cómo la osadía, la experimentación, el ir agenciándose sobre la marcha recursos y colaboraciones, en un torbellino de maromas, un grupo pequeño de gente brava dieron con la clave para echar a andar una empresa cultural política en Puerto Rico: con empuje, con errores, con sacrificios y satisfacciones, intentando respetar la singularidad de cada quien, viendo lo que cada uno trae y lo que puede aportar. “Que escriba lo que quiera pero que escriba”.

Recuerda Florencio Merced Rosa la visión de crear en Nueva York la Misión Vito Marcantonio, que se transformó en la Seccional del PSP en Estados Unidos, con núcleos y comités en Nueva York, New Jersey, Hartford, Boston, Los Ángeles, San Francisco, Oakland, Chicago, Filadelfia. Valga un botón de muestra con testimonio personal agregado a la entrevista a Digna Sánchez Jiménez, una de las fundadoras de Claridad Bilingüe en 1972. Digna destaca la visión de la migración puertorriqueña y el papel del partido no solo en las luchas independentistas, sino en las luchas de las comunidades.
En la celebración del “Bicentenario sin Colonias” en octubre de 1974, se planteó la independencia de Puerto Rico como causa que también compete a la izquierda estadounidense. En aquel tiempo tan pródigo en las luchas radicales de los feminismos, los derechos civiles, los derechos de las minorías sexuales, los nacionalismos del pueblo afroamericano y de las naciones originarias; cuando se libraban las protestas más duras contra la guerra en Vietnam, la lucha independentista no solo estuvo presente sino que se dejó sentir. Ocupó lugares en la producción intelectual y literaria de autores de la diáspora como Piri Thomas, Pedro Pietri, Alfredo López y Andy Torres. Y llamó la atención de militantes de una izquierda estadounidenses de todo el espectro abigarrado de esa izquierda, que fueron miembros o simpatizantes o interlocutores o críticos duros del PSP, así como de intelectuales y artistas que se sumaron a la causa de la descolonización de Puerto Rico, como la imprescindible Angela Davis.
Cuenta Digna Sánchez que antes de lanzar Claridad Bilingüe Ramón Arbona, uno de los periodistas más talentosos y comprometidos de nuestra generación, preparó al equipo durante un año. Claridad bilingüe duró varios. En sus talleres trabajaron con desprendimiento personas como Lureida Torres Rodríguez, que cumplió cárcel durante seis meses por negarse a comparecer ante un gran jurado del gobierno federal de Estados Unidos. También formaron parte de ese taller el poeta y artista Néstor Barreto y el fotógrafo Edgardo Calderón. No hacían trabajo de dirigentes, sino el trabajo duro de corregir, diseñar, maquetar y distribuir el periódico. Frank Vélez Quiñones también colaboró con ese taller. Fue distribuidor del periódico. Me ha contado algún detalle de su parte en el proceso de Claridad Bilingüe. Los negativos del periódico de Puerto Rico se enviaban por carga aérea. Él los recogía en la guagua de Claridad, y los llevaba a una imprenta situada en una calle oscura y estrecha del rocambolesco barrio chino. Cuando el periódico salía de imprenta, los presidentes de los núcleos cercanos lo buscaban en la Seccional. Otros se enviaban por correo o se colocaban en puestos céntricos. La circulación alcanzó varios miles. El periódico se esperaba.
Fascina cómo el rarísimo arrebato del trabajo desprendido, la exaltadora confluencia de lo personal con lo político, son a un tiempo labor y premio. Armindo Núñez Miranda, periodista de Claridad Diario y gerente de Libro Libre, la librería del PSP en Manhattan, lo dice de manera tan certera como inadvertidamente irónica e incluso cómica: “no cobrar era parte de la vida de uno”. Fueron años determinantes, porque algún efecto tuvieron a pesar de la represión y el escamoteo que siguió al idealismo y el compromiso de aquellas juventudes. Los medios informativos: el periódico, impresora nacional, fueron atacados en numerosas ocasiones. Las carpetas, los asesinatos políticos, el terrorismo anti independentista, el peso de la represión, han tendido a borrar no solo la memoria del momento, sino nuestras memorias del momento.
Sin embargo, el haber tocado tantas estaciones de la historia, el haber hecho tanto en una sola existencia, el no retirarse sino seguir fundando: he ahí la alegría de una vida puertorriqueña, de una vida nuestra, dotada de la extraña capacidad de viajar por las galaxias en sus discursos sin dejar de tener un pie en tierra.
Pero volvamos a las empresas, tantísimas empresas relacionadas casi todas con la fundación de medios de comunicación pública independientes e iniciativas culturales. Florencio Merced Rosa menciona algunas relacionadas con el “andamiaje” del PSP: una agencia de pasajes; el sello disquero llamado Disco Libre; un cine, El Cinematógrafo; varios grupos artísticos simpatizantes, como el taller de cine Tirabuzón Rojo; una agrupación musical, Taoné; la Librería Puerto Rico; programas de radio. Posteriormente fueron una agencia de prensa, Informática Caribeña, Causa Común Independentista, el Congreso Nacional Hostosiano (hoy Movimiento Independentista Nacional Hostosiano), la Facultad de Derecho Eugenio María de Hostos.
En contraste con el colectivismo de tantas iniciativas ambiciosas, en la cruzada por la ciudadanía puertorriqueña el territorio liberado fue él mismo. Recuerdo, como si oyera su voz de barítono que pudo haber sido cantante, oírle explicar la lógica de renunciar a la ciudadanía como quien juega al ajedrez contra el imperio, o quien completa una prueba matemática: me deportarán de Estados Unidos y tendrán que devolverme al lugar de mi nacimiento: el barrio Salud en Mayagüez. Caso cerrado, jaque mate, carcajada.
La historia de esos proyectos, con sus aciertos, errores, desapariciones y posibles legados, debería ayudarnos a situar el optimismo de Mari Brás, más orientado hacia los comienzos que hacia los finales cerrados. Y debería ayudarnos a situar el presente, pues todo recomienza ahora, ante la paradoja que señala Norman Pietri Castellón en su entrevista. El colapso de la colonia no ha conducido al fortalecimiento del independentismo, como si de algún modo la caída de la colonia incluyera el trauma de sus sorprendidos antagonistas habituales. Como si se pudiera prescindir de la independencia en una lucha por democratizar y descolonizar. Como si el viejo miedo a la república todavía calara en gente brillante, que le temen a un régimen autoritario, que elimine derechos de minorías perseguidas y entronice un gobierno de capitalistas y comisarios. Es decir, como si no se dieran cuenta de que ese régimen de capitalistas y comisarios lo estamos viviendo ya.
¿Cómo puede ser útil divulgar el pensamiento, la personalidad de un hombre que todo lo apostó a la independencia? Quizás, de inicio, tratar de entenderlo para entendernos mejor. Entender al personaje en su dimensión pública y algunos de sus rasgos temperamentales: el optimismo, la timidez, que se reiteran en varias de las entrevistas. El optimismo no es difícil de entender, y de hecho, el no haberse dejado vencer por adversidades y el no haberse dejado sacar de las casillas por persecuciones y crímenes se relacionan con ese temple de los comienzos; con haber sido no solo actor, sino testigo de su tiempo, y guía de tantos jóvenes movidos por el amor a la justicia, a pesar de los rumbos desiguales que cada uno siguió, que seguimos. Se me ocurre que el optimismo, la certeza de que Puerto Rico será libre, se funda en cierta calidad que él percibía en las personas que lo recuerdan en este libro y en los ausentes.
Quizás la timidez de Juan Mari Brás tenía que ver con la protección de un mundo interior que se sacrifica al despliegue público del dirigente. Una tendencia al ensimismamiento y a la introspección de quien crea mundos imaginarios, en su caso, mundos contraculturales en el sentido de navegar contra la corriente del sentido dominante.
A propósito de esas cualidades creadoras, abundan más de lo que se piensa, pero se reprimen. Hace un año Francisco José Ramos escribió: “Durante un breve pero intenso tiempo se ha vivido una especie de anarquía involuntaria que ha permitido, al menos, hacer ver que la gente de esta isla, si se lo propone, puede gobernarse a sí misma, al margen de los poderes, prácticamente ausentes del Estado (ya ni libre ni asociado) y la puesta en suspenso de lógica del capital. Son innumerables los casos de arrojo y valentía del ciudadano de a pie en medio de la devastación. Pero resulta que, hasta ahora, los puertorriqueños no quieren saber de lo que pueden hacer. Es decir: no quieren saber de su potencia. Son demasiadas décadas haciendo de la impotencia una virtud; arrimados a las órdenes de un supuesto «imperio bobo» que tiene, sin embargo, la potestad de disponer de este territorio y posesión suya como le venga en gana.”
A ese hacer de la impotencia una virtud se opone lo que el mismo Mari Brás llamaba críticamente “gigantismo”, o propensión al deseo de soñar y hacer lo que generalmente se considera imposible. La inclinación a apostar a lo que nadie en su sano juicio, es decir, en su colonizado juicio, apostaría. Vivir, ante la represión y el abuso como si fuéramos libres, y comunicarlo, es la lección generosa. Y el arrojo insensato de que sin recursos podíamos fundar librerías, administrar salas de cine, producir y distribuir periódicos, manejar agencias de viaje. Y las decepciones y resentimientos e injusticias, porque un riesgo de esa libertad de espíritu es caer muchas veces, recibir golpes y navegar entre fracasos o decepciones que a la mayoría de las personas les bastarían para caer y rendirse. Para otras, muy pocas, después de caer no hay más alternativa que levantarse.

Esa mezcla rara de realismo crítico y alcance visionario es para todos los tiempos, sobre todo para el presente. En el portal de la fundación se leen unas palabras que la ilustran: “Puerto Rico va a ser libre. Y no me preocupa que en el curso de mi vida no vea esa culminación porque, al luchar por ella, estamos dentro de ella… Ser independentista es disfrutar de la independencia alma adentro. Y cada uno de nosotros, los que luchamos por ella, nos consideramos libres. Y por eso vivimos en la independencia.”
Dicen los y las resistentes que cuando el miedo ya no domina se puede estar en prisión y ser, en cierto modo, libre. Una libertad auténtica, es decir, crítica del poder, porque el poder es estrecho y rígido. La voluntad de fundar es anterior tanto al poder del Estado como al poder desigual en las relaciones personales. Es lo que cada quien trae al mundo, es arte, es creación. Significa no reconocer la autoridad de quien a fuerza de miedo y represión intente coordinar nuestros cuerpos y amansar nuestros pensamientos. Desde esa perspectiva siguen siendo referentes aquellas empresas y misiones que mucho duraron para lo ambiciosas y arriesgadas que fueron. Y sigue siendo ejemplo de conciencia y empatía el equipo que da a la luz, infaliblemente, el periódico Claridad y su revista cultural En Rojo. Esa libertad de crear la vislumbró y la practicó el compañero Juan Mari Brás, la figura política de Juan Mari Brás que nos llega a través de sus escritos y de este libro donde se habla sobre él.
Presentación del libro Hablan sobre Juan Mari Brás, el domingo 2 de diciembre en el Ateneo.

José Alberto Álvarez Febles: patriota, amigo y hermano

José Alberto Álvarez Febles: patriota, amigo y hermano
Marcia Rivera Marcia Rivera Publicado: 24 de octubre de 2017
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In memoriam

Mucho se ha hablado del destrozo de la infraestructura material que dejó a su paso el huracán María en Puerto Rico, pero poco del devastador impacto que ha tenido éste en las personas. Las cifras de muertes relacionadas al huracán están significativamente subestimadas y en su momento debemos reclamar mejor acopio de datos. Con terrible dolor debo reconocer que varios amigos y conocidos míos fueron víctimas directas de la situación, bien fuera por el tremendo impacto emocional que causaron los vientos y la destrucción física de viviendas y comunidades o por el colapso de las comunicaciones que impidieron que la ayuda urgente que necesitaban llegara a tiempo. Este es el caso de dos queridos amigos y luchadores independentistas, Salvador Rosa, que murió de un infarto al no poder ser trasladado al Hospital Cardiovascular el día después del huracán, y el del hermano que me regaló la vida, José Alberto Álvarez Febles. Ya he escrito una nota sobre Salvador y ahora me corresponde intentar volcar mi enorme dolor por la muerte José Alberto en una celebración de su vida, de sus luchas, sus pasiones y de las ilusiones compartidas desde que éramos adolescentes.

Conocí a José Alberto siendo yo estudiante de secundaria en la UHS y él alumno de San Ignacio. Muy pronto sus amigos se hicieron mis amigos – Luis Torres, Tito Tió, Rafi Ortiz Carrión, Manuel Martín, y mis amigas y amigos se incorporaron a los suyos. Como los adolescentes de la época, nos encantaba bailar con las grandes orquestas de Puerto Rico y José Alberto era un excelente bailarín. Pero, además de bailar y tener sentido de humor, tenía preocupaciones genuinas por las incongruencias que veía en un Puerto Rico que presumía de moderno y primermundista con la realidad de pobreza en que muchos vivían. Progresivamente fue afinando su rechazo al colonialismo, y yo, que venía de una familia independentista y que había comenzado a militar políticamente desde los 13 años, lo adopté de inmediato como interlocutor y amigo para siempre. El reclutamiento masivo para el ejército y la guerra de Viet Nam nos hizo a ambos conscientes del altísimo precio que Puerto Rico estaba pagando por la relación colonial con Estados Unidos y que era necesario poner fin al mismo. De ahí en adelante, nuestros proyectos y nuestras vidas siempre estuvieron entretejidas.

En 1964 ambos entramos al Recinto de Río Piedras de la UPR, al inolvidable Programa de Estudios de Honor. Varios otros de nuestro corillo de amistades comunes también entraron al Programa y muy pronto estábamos metidos de cabeza en el desafío de comprender el país para transformarlo. La excelente formación recibida en la UPR, de la mano de extraordinarios profesores y tutores como Charlie Rosario, Héctor Estades, Milton Pabón, Aristalco Calero, Carlos Albizu, Manuel Maldonado Denis, Esteban Tollinchi, entre otros, nos llevo a generar una visión interdisciplinaria, internacional y a vernos como potenciales intelectuales orgánicos, en el sentido gramsciano. Nuestra avidez de conocimiento se conjugaba con el compromiso de transformar a Puerto Rico en una sociedad libre, democrática e incluyente. A ambos, siempre nos guió ese conjuro.

En la UPR nos unimos a la lucha por la salida del ROTC del campus y por el respeto y reconocimiento de los derechos de los objetores por conciencia. Muy pronto se hizo evidente que la Universidad no era lo democrática que debía ser y que sus orientaciones curriculares estaban demasiado orientadas al liberalismo ilustrado europeo mientras era poco pertinente a las necesidades del Puerto Rico de entonces y del que soñábamos construir. Con otros compañeros, decidimos que era momento de fortalecer la lucha por la reforma de la Universidad, a la vez que se seguía con la lucha más amplia por la descolonización de Puerto Rico.

Así parimos BRECHA, una publicación estudiantil que buscó hacer un periodismo crítico universitario en momentos en que estaba prohibido circular periódicos estudiantiles en el Recinto. En varias ocasiones nos secuestraron decenas de ejemplares cuando los repartíamos gratuitamente. BRECHA abogaba por la reforma universitaria, denunciaba los horrores de la guerra de Viet Nam, promovía la historia y la literatura de Puerto Rico y buscaba acercar nuestro país a América Latina. La producción de contenido, el diseño, emplanaje, impresión y financiamiento fue todo asumido por los integrantes del colectivo, que nos repartíamos y rotábamos en las múltiples tareas que su publicación conllevaba. José Alberto fue sin duda el más dedicado al periódico, en el cual también estábamos en primera línea de trabajo Sylvia Álvarez Curbelo, Chuco Quintero, Luis Torres, Carlos Frontera y yo. Decenas de hoy importantes figuras de Puerto Rico fueron colaboradores y escritores de notas en BRECHA– Edgardo Rodríguez Julía, Fernando Martín, Marta Aponte Alsina, Emilio Rodríguez, Gilda Orlandi, Tito Tió, entre muchos otros. Nos endeudamos hasta la coronilla con la imprenta que lo producía y tras sendas negociaciones decidimos aprender a usar maquinaria de separación de colores e impresión para reducir costos imprimiéndolo nosotros mismos. Cesamos el contrato con la imprenta grande y alquilamos una pequeña los fines de semana, que no estaba en uso. De ahí en adelante solíamos entrar los viernes a las 5:00 de la tarde y trabajábamos hasta el lunes a las 8:00 de la mañana, que entregábamos la llave. Allí, además del periódico, imprimíamos recetarios, papel con membrete, tarjetas de presentación y todo lo que pudiéramos vender a familiares y amigos profesionales para pagar el alquiler y los materiales de impresión e ir abonando a la deuda con la anterior imprenta. Nuestro jangueo era el trabajo comprometido con la transformación de la Universidad y de Puerto Rico. Aprendimos a hacer magia desde la nada y que el esfuerzo propio vale la pena. Brecha, sin duda, fue un hito en nuestras vidas.

En 1966 la presión estudiantil permitió que la legislatura aprobara una ley de reforma universitaria. No era nuestro sueño; era claramente insuficiente en lo relativo a la autonomía universitaria, pero avanzaba en algunos aspectos como la autorización de elección de consejos por facultad y de un Consejo General de Estudiantes. Ello constituía un gran logro. José Alberto fue electo Presidente del CGE en 1970, mientras estudiaba una maestría en filosofía en el Recinto. El 11 de marzo de 1971 fue fulminantemente suspendido de la UPR por su defensa de los reclamos estudiantiles frente al asesinato de Antonia Martínez. Desde esos años José Alberto se consagró como un líder visionario, decidido y ejemplar.

Tras su salida de la UPR, José Alberto se fue a Nueva York para hacer una maestría; esta vez en historia. Luego inició un arduo y fructífero trabajo político con la diáspora puertorriqueña y eventualmente fue designado Secretario de la Seccional del Partido Socialista Puertorriqueño, cuyo centro de operaciones recuerdo muy bien en la calle 14 en Nueva York. Desde allí trabajó en la organización de comunidades en Chicago, Boston, Connecticut, Ohio, California y otras ciudades con fuerte presencia boricua. En1974 organizó el histórico acto de solidaridad con la independencia de Puerto Rico en el Madison Square Garden, que marcó un hito en la lucha independentista. En el mismo participaron aproximadamente 20 mil personas y había una extraordinaria representación de los diversos grupos de la izquierda norteamericana y de los puertorriqueños/as en Estados Unidos. Además de reclamar la independencia para Puerto Rico, se abogó allí por la excarcelación de los presos políticos puertorriqueños del momento, Lolita Lebrón, Oscar Collazo, Andrés Figueroa Cordero, Irvin Flores, y Rafael Cancel Miranda. En esa actividad (27 de octubre de 1974) participaron decenas de figuras del mundo de las artes, la música y el cine de Puerto Rico y Estados Unidos, incluyendo a Lucecita Benítez, Roy Brown, Danny Rivera, Jane Fonda y Harry Belafonte, entre otros/as.

Recuerdo perfectamente conversaciones con José Alberto por aquellos años en las que me contaba lo que había significado para él descubrir a ese otro puertorriqueño/a, que a pesar de no estar en la Isla, sigue siendo tan boricua como nosotros. Había vivido y verificado la marginación, el discrimen y la desigualdad hacia las comunidades puertorriqueñas en los Estados Unidos y desmontado el mito de la promesa de bienestar estadounidense para nuestro pueblo. Aquellos diálogos y el intenso trabajo comunitario que se desplegaba desde la Seccional llevaron a afirmar la conceptualización de Puerto Rico como una nación dividida. Su insistencia en que el Centro de Estudios de la Realidad Puertorriqueña (CEREP), que habíamos establecido en Puerto Rico, incorporara el análisis de esa realidad de los boricuas exiliados en Estados Unidos fue clave en nuestros trabajos. José Alberto organizó muchas giras para que visitáramos esas comunidades y conversáramos sobre los hallazgos de nuestras investigaciones y de las luchas conjuntas que debíamos seguir dando entre los de aquí y los de allá. Nunca voy a olvidar ese hermoso regalo que me hizo crecer intelectual y emocionalmente y en cada noticia que leo de la movilización de la diáspora boricua en esta coyuntura tan critica que vive Puerto Rico, veo la sonrisa de aquél José Alberto que sembró tanto para que ello ocurriera hoy.

Con José Alberto compartimos también las alegrías de formar parejas, del nacimiento de nuestros hijos, de encuentros familiares especiales, como también compartimos las dificultades que suelen aparecer y el dolor de los momentos de rupturas. Siempre nos sentimos recíprocamente acompañados en las buenas y en las malas. Recuerdo un precioso paseo en el verano de 1976 por la costa este de Estados Unidos con Digna Sánchez, su hija Belisa (que tenía entonces unos seis meses), Chuco Quintero, y mi hija Mareia, que estaba entonces cumpliendo cinco años. Lo hicimos en su RV autogestionado; una camioneta vieja habilitada por él como casa rodante y que nos permitió recorrer bellos lugares, al calor de las ricas conversaciones que teníamos entre todos.

Tras cumplir su mandato como Secretario de la Seccional, José Alberto pasó a dirigir una importante lucha por los derechos de los inquilinos en un Nueva York que se aburguesaba a pasos de gigante. El Building era una ONG que abogaba por el control de rentas y por evitar que las poblaciones pobres fueran expulsadas de la ciudad. Una lucha muy desigual contra el poder financiero/inmobiliario que compraba lo que se le antojara. Pero gracias a esa lucha muchas familias pudieron seguir viviendo en sus barrios neoyorkinos. En ese trabajo José Alberto aprendió mucho de computadoras, de creación de bases de datos y a utilizar los primeros programas y aplicaciones que salieron al mercado. Este aprendizaje fue clave para su próxima etapa de vida: su regreso a Puerto Rico.

Hacia finales de los ochenta José Alberto regresó a Puerto Rico con su nueva compañera, María Vázquez y su hijo Luis Alberto. Encontró un país más polarizado políticamente, tras la funesta huella de Carlos Romero Barceló y un segundo período de Rafael Hernández Colón marcado por el acercamiento de los intereses empresariales a la política. La burguesía criolla, se acercaba demasiado peligrosamente al capital estadounidense, desdibujándose su potencial papel en una lucha liberadora. El viejo dilema de los empresarios de Puerto Rico de definirse como actores con fuerza propia o ser intermediarios del poder extranjero estaba más vivo que nunca. José Alberto entendió rápidamente su nuevo objetivo de lucha política, pero su inserción laboral no resultó tan fácil. Los aprendizajes en el ámbito tecnológico en El Building, le permitieron crear un nicho asesorando en sistemas y computadoras a diversas organizaciones. En paralelo, María y él incursionaron en el difícil ámbito de negocios en Puerto Rico y lograron avanzar en algunos, como el establecimiento de un centro privado de casillas de correo.

José Alberto vino también con la ilusión de crear una comunidad de vivienda alternativa, donde amigos y correligionarios pudieran compartir la vida cotidiana en un marco diferente a lo que suelen ser las urbanizaciones en nuestro país. Por supuesto que fui convocada para la nueva aventura que nos tomó varios años de cuajar; un período repleto de dificultades pero también de alegrías. Fueron muchas las jornadas de ir a desmalezar, machete en mano, una finca en un monte de Trujillo Alto, con hermosa vista al Lago de Carraízo, donde habría de ubicar la comunidad Luna Llena, bautizada con ese nombre por su hija Belisa en una noche de gran luna. Este fue un proyecto lleno de esperanza, que por nuestra propia precariedad económica sólo pudimos desarrollar parcialmente, pero que hoy sigue ahí, bello, como testigo de un intento concreto por construir una patria diferente. En el proceso de delimitar los solares, planear las viviendas, marcar los accesos que debía tener el predio, aprendimos mucho de lo que era y podría ser otro ordenamiento territorial y otra calidad de vida para Puerto Rico. Un proceso realmente memorable.

Una vez asentado en suelo nativo y encaminados sus proyectos de sobrevivencia, José Alberto decidió volver a su alma mater, la UPR. Esta vez para hacer estudios en economía, convencido de que el futuro de Puerto Rico dependía de que pudiera plantearse un sólido proyecto de país con una economía diversa, centrada en empresas puertorriqueñas que pudieran producir para el mercado local e internacional. Sus profesores más admirados fueron Argeo Quiñones y Alicia Rodríguez, según recuerdo de nuestras frecuentes conversaciones. Desmenuzar el impacto negativo de las mega tiendas estadounidenses en Puerto Rico fue la obsesión de José Alberto desde entonces. Su expansión, decía con frecuencia, aniquilaba los pequeños negocios, como sucedió con las farmacias y los bazares en casi todos los pueblos, y nos acercaba peligrosamente, cada vez más, al modo de vida norteamericano. En sus últimos años José Alberto dedicó mucho tiempo a concientizar a la población sobre la importancia de frenar el crecimiento de las mega tiendas extranjeras y apuntalar con nuestras compras cotidianas a las empresas puertorriqueñas.

Nuestro amigo/hermano siempre fue crítico del sectarismo, hasta dentro del independentismo y el socialismo. Fue una figura que promovió la unidad sobre la base de principios fundamentales, como luchar contra el anexionismo y descolonizar la mentalidad de muchos en el país. Siempre estuvo escudriñando rendijas para crear un frente que frenara la estadidad, convencido de que no podíamos descartar que llegara el momento en que un sector de Puerto Rico la pidiera y el Congreso estuviera dispuesto a concederla. Recostarse en el mantra de que nunca nos darán la estadidad le ha restado vigor a la lucha independentista, nos recalcó tantas veces. Su gran frustración fue no ver que se gestaba ese gran movimiento contra la anexión en Puerto Rico, fundamentalmente porque muchos independentistas no lo consideraban necesario.

En su vocación unitaria a favor de la descolonización y la soberanía, José Alberto siempre expresó que era preciso dialogar hasta llegar a acuerdos con los sectores más abiertos y progresistas del Partido Popular Democrático (PPD). Que era posible encontrar allí aliados para gestar un proyecto de país, incluso con la burguesía de ese partido, que podrían convertirse en una burguesía nacional. Esta postura echaba por tierra la idea dominante en el independentismo de que ambas fuerzas políticas, el PPD y el Partido Nuevo Progresista (PNP), son igualitas. En identificar bien las diferencias entre unos y otros podía estar la clave de salir de la trampa en que estamos, solía decir.

Esta postura le generó detractores dentro del independentismo, sin que hasta el momento se haya podido descartar el valor de intentar esa ruta. De hecho, en esa línea de pensamiento, hace dos años en un encuentro en Montevideo José Alberto me propuso coordinar con el una campaña a favor de la eliminación de las Leyes de Cabotaje. En ese momento el tema no estaba en el radar de la mayoría de la población pero ambos pensamos que valía la pena intentar la campaña y lo hicimos. Se puso una convocatoria a firmar en Internet y el independentista Edric Vivoni se sumó aportando un afiche y mensaje diario en las redes sociales. La senadora Rossana López, del PPD, también abrazó la campaña y acudió ante el Comité de Descolonización de las Naciones Unidas reclamando que las normas federales de cabotaje “son un impedimento para el desarrollo económico de Puerto Rico y una muralla a la posibilidad de aumentar nuestro comercio internacional”. Se demostró que podíamos generar acuerdos puntuales y progresivamente ir construyendo fuerza colectiva. Hoy, la mayoría de las personas en Puerto Rico consideran que es imprescindible que Puerto Rico sea exonerado de esa restricción. Una pequeña muestra de que no hay que encerrarse en posiciones rígidas en una lucha tan compleja y particular como la nuestra.

El año pasado José Alberto pudo publicar una síntesis de su pensamiento en el libro Proyecto de país vs proyecto de estado; Puerto Rico: reflexiones sobre la ruta de la colonia a la soberanía. Como era de esperar, la publicación también generó debate y cuestionamientos. José Alberto advirtió en el libro del peligro de un triunfo del Partido Nuevo Progresista en las elecciones pasadas y expresó su preocupación de que si este partido ganaba la elección reclamaría de inmediato anexar a Puerto Rico por vía de un proceso similar al “Plan Tenesí”. Ello “podría servirle a Estados Unidos como respuesta a una petición de estadidad para darle largas al asunto poniendo de paso fin a la discusión sobre el estatus como la conocemos hoy.”

Efectivamente, al llegar al poder lo primero que hizo el actual gobierno PNP fue preparar la petición de anexión de Puerto Rico. Los eventos que han seguido –por parte del Congreso, del Tribunal Supremo de Estados Unidos y la propia Casa Blanca– han afirmado el carácter territorial colonial de Puerto Rico y han hecho esfumarse al Estado Libre Asociado como opción de futuro. La ley PROMESA y el azote de los huracanes del pasado mes complicaron mucho más el panorama. Los anexionistas no han abandonado su lucha por ver a Puerto Rico como la estrella 51 de la bandera estadounidense y están, de hecho, utilizando la coyuntura de esta crisis para afirmarlo. Mientras, la capacidad de analizar, discutir, proponer y hacer del independentismo parece aplastada ante el peso del desastre general.

Hoy, más que nunca, necesitaríamos al José Alberto lúcido, visionario y polémico pensando y discutiendo alternativas de cómo salir de este marasmo. El mejor homenaje que podemos hacerle es abrir nuevos espacios de análisis de la actual coyuntura y redoblar nuestro compromiso con la lucha por la independencia de Puerto Rico, desde una postura amplia, solidaria y sin prejuicios. A sus hijos Belisa y Luis Alberto; a sus hermanos Nelson, Rosa Ligia y Héctor; a sus compañeras a lo largo de la vida; y a los amigos y amigas que tanto lo quisieron, extiendo mi abrazo intenso repleto de una congoja que no cesa.

¡Nos haces demasiada falta querido hermano de la vida!

La planeación por escenarios

La planeación por escenarios: Revisión de conceptos y propuestas metodológicas (2010)
Juan Carlos Vergara Schmalbach, Tomás José Fontalvo Herrera, Francisco Maza Ávila
Prospect. Vol. 8, No. 2, Julio – Diciembre de 2010, págs. 21-29

Dentro de la gran variedad de herramientas que pueden ser utilizadas dentro de la planeación estratégica, la planeación por escenarios se ha convertido hoy en día en una aproximación metodológica para predecir y/o construir un futuro.
Mediante la identificación de tendencias claves, se podrá construir escenarios con el propósito de mejorar el proceso de toma de decisiones y reducir el riego en las organizaciones. Este artículo propone una revisión bibliográfica de autores prominentes e investigaciones científicas recientes sobre la planeación por escenarios, revisando las teorías que giran alrededor del término escenario y proveer al lector de información sobre las distintas metodologías existentes.
1. Introducción
Predecir el futuro o construirlo de acuerdo a unas perspectivas no es una tarea sencilla. Métodos como los pronósticos cualitativos y cuantitativos, estudios prospectivos, la simulación, modelos causales, la futurología, entre otros, proporcionan los indicios de lo que podría deparar el día de mañana con el objetivo de reducir la incertidumbre. Poder prever el futuro se convierte en un aspecto clave para establecer planes estratégicos, anticipándose a posibles obstáculos o para aprovechar las oportunidades venideras.
El presente artículo propone una revisión bibliográfica referente la planeación por escenarios, técnica asociada a los estudios prospectivos y la simulación de sistemas, en el cual se realizó un análisis de artículos en revistas indexadas, libros, tesis doctorales y demás documentos técnicos referenciados en el mundo académico-empresarial.
Se inicia con una concepción teórica sobre la definición de escenario, los métodos que existen para la construcción de los mismos, el proceso de validación y los campos de aplicación en el área empresarial.
2. Origen y Evolución
Los estudios relacionados con la visualización del futuro de algo (personas, sociedades, empresas, regiones, naciones) están encaminados a explorar eventos posibles, probables y/o preferibles . Los escenarios hacen parte de los variados métodos disponibles que existen para prever el futuro basado en una lógica racional.
La planeación por escenarios (o análisis de escenarios) tiene su origen en la concepción militar en la segunda guerra mundial en los años 40, pero se consolida como un modelo de planeación organizacional en 1950, introducido por Herman Kahn quien trabajaba para el Departamento de Defensa de los Estados Unidos .
En 1961 , Kahn funda el Hudson Institute con el propósito de enseñar acerca del futuro de una manera no convencional bajo su propio esquema de pensamiento y en 1967, en compañía de Anthony Wiener, publica “The year 2000” , libro donde establece una serie de escenarios mundiales para un periodo de proyección de 33 años.
Su extensión al área empresarial inicia en las compañías de energía – reseñando el caso exitoso de la aplicación de escenarios para evaluar sus opciones estratégicas por parte de la empresa Shell International desarrollado por Pierre Wack – que dado a la crisis del petróleo en los 70, involucró una caída del precio del barril y el auge de la OPEC, donde se empleó la técnica de escenarios para anticiparse al futuro [7], convirtiéndose en un método popular utilizado en organizaciones tanto privadas como públicas [8]. Wack cuestiona los métodos tradicionales de pronósticos de los cuales se confiaron muchas empresas y que al comienzo de los 70, ocasionaron dramáticos errores [9].
Un aspecto más académico fue dado por Jay Ogilvy, Paul Hawken and Peter Schwartz en los años 80 en su libro “Seven tomorrows” [10], donde se entablan escenarios dramáticos por un periodo de 20 años, sustentado en el uso de extensas bases de datos y recursos informáticos [11]. La construcción de escenarios no ha tenido unas raíces teóricas muy fuertes, dejando su aplicabilidad a un conjunto pequeño de expertos [12]. En los años 80 el tema de los escenarios entra en declive debido la recesión financiera y una tendencia a confundir el término con los pronósticos [13, 14].
Los modelos actuales se basan en gran medida en los aportes ofrecidos en el campo de la teorización por Dubin, Lynham y Van de Ven [15] (ver tabla 1), siendo el de mayor influencia el método propuesto por Dubin definiendo una secuencia de ocho pasos que parte de la identificación de la unidad de estudio hasta la construcción de las hipótesis y pruebas de las mismas [16].
Tabla 1. Métodos que contribuyeron en la teorización para la construcción de escenarios.
Método Autores Año
Método para el desarrollo teórico en ocho pasos Robert Dubin [17] 1969
Método General Susan A . Lynham [18] 2002
Modelo de diamante Andrew Van de Ven [19 2003
Fuente: Bubin (1969), Lynham (2002) y Van de Ven (2003).

En la figura 1 se puede observar el método de ocho pasos de Dubin. Pierre Wack plantea que a pesar de los avances, la planeación por escenarios es una disciplina que apenas se ha desarrollado, al no existir una interface real entre el escenario y el proceso para la toma de decisiones [20].
Figura 1. Método de Dubin [15] para el desarrollo teórico en ocho pasos.
Parte 1: el modelo teórico:
1. Unidades
2. Leyes de Interacción
3. Restricciones
4. Estado del sistema
5. Proposiciones
6. Indicadores empíricos de los términos clave (parte 2: la investigación teórica:)
7. Hipótesis
8. Pruebas

Fuente: Traducción al español realizada por los autores basado en el esquema presentado por Chermark (2005) sobre el método de Dubin.
En el año 2003, Peter Schwartz escribe su libro “Inevitable Surprises”, donde se adentra en el campo de la futurología basado en hechos como el 11 de septiembre, la guerra en Irak, el calentamiento global y el crecimiento de China, prediciendo como sería el futuro de la humanidad en los años venideros [21].
En los últimos años, la planeación por escenarios ha revivido el interés en el mundo académico y en la práctica profesional [22], surgiendo diversas metodologías para el diseño, desarrollo e implementación de los escenarios.
3. Los escenarios y la planeación por escenarios
La palabra escenario ha generado mucha confusión en el tiempo resultando en diferentes significados o conceptos, pero siempre con un mismo trasfondo de pensar en el futuro [23]. En general, las palabras que se atañen a la definición de escenario son planeación, imaginación, proyección, análisis y conocimiento [22]. La primera definición encontrada realizada por Kahn considera a los escenarios, como secuencias hipotéticas de eventos construidos con el propósito de centrar la atención en los procesos causales y la toma de decisiones [5].
Una definición simplificada considera al escenario como la descripción de un futuro potencial o posible, incluyendo el detalle de cómo llegar a ella [24, 25, 26], que explora el efecto conjunto de varios eventos [27]. Paul Nicol [28] en sus tesis doctoral (en filosofía) titulada “Scenario Planning as an Organisational Change Agent” realiza un análisis de distintos conceptos provenientes de 20 autores reconocidos en el mundo académico, concluyendo que los escenarios proveen de unos marcos o restricciones para analizar el futuro, limitando el número posible de futuros a ser considerados.
Una simplificación del concepto popularizado por Art Kleiner en su artículo “Doing Scenarios – scenarios can help predict the future” [29], define los escenarios como cuadros o pinturas imaginadas sobre futuros potenciales.
Un acuerdo común en las definiciones consideradas en este artículo es que los escenarios no son empleados para predecir el futuro con total certeza, más bien son un mecanismo que sirve para comprenderlo mejor [30, 31].
Por otro lado, la planeación por escenarios se considera como parte de la planeación estratégica, relacionada con las herramientas y tecnologías para manejar la incertidumbre sobre el futuro [31, 32, 33]. Los escenarios por si solos no son una estrategia [34].
Una apreciación ampliada sobre la planeación por escenarios la proporcionan Garry D. Peterson, Graeme S. Cumming y Stephen R. Carpenter [35] interpretándola en usar los escenarios contrastantes para explorar la incertidumbre que rodea las consecuencias futuras de una decisión.
Capturar varias imágenes del futuro que en conjunto muestren las condiciones de incertidumbre que enfrentará una organización, es uno de los aspectos importantes que buscan los desarrolladores de escenarios [36]. Los escenarios son una herramienta importante para los estudios sobre el futuro [37].
El limitado conocimiento en esta área de la planeación estratégica sugiere que su aplicación, se hace muchas veces inalcanzable para muchas organizaciones [9].
4. Metodologías aceptadas para la construcción de escenarios
Desde sus inicios, para la planeación por escenarios se han desarrollado diversas metodologías [38] catalogadas en tres grandes escuelas: la lógica e intuitiva, la prospectiva y de tendencia probabilística [39].
La primera de ellas propuesta por Herman Kahn en 1967 se caracterizaba por ser un esquema totalmente cualitativo basado más en la intuición y juicios de valor, que en un soporte científico [2]. La primera aproximación en el empleo de métodos cuantitativos está a cargo de Amara y Lipinski [12], con la introducción de algoritmos estructurales y modelos matemáticos para la definición y evaluación de cada escenario. El primero en elaborar una metodología procedimental basada en una serie de pasos bien estructurados fue Peter Wack [9], donde admite métodos cualitativos – basado en la concepción de Kahn – y de tipo cuantitativos.
Michel Porter [40] introduce el término “industry scenarios”, afirmando que construir escenarios centrados en el sector industrial (bajo un enfoque macroeconómico) equivale a prever cómo será el mundo en el futuro. En la figura 2 se puede observar el esquema del modelo propuesto por Porter. Esta afirmación es criticada por Wack al limitar los escenarios a una sola área, perdiendo dimensiones claves [9].
Las metodologías para la planeación por escenarios fueron evolucionando, integrando la toma de decisiones y estrategias para aprovechar mejor los escenarios creados [41]. Dentro la variedad de modelos se resalta el propuesto por Peter Schwartz [30], del cual dependerán otros modelos posteriores, quien define una metodología robusta de ocho pasos, como se puede observar en la figura 3 [42]. Las características de su metodología se resumen en [30]:
• Definir una pregunta común
• Reflejar en sesgos individuales y supuestos
• Participar en una investigación amplia y creativa
• Pensar críticamente acerca de los factores importantes
• Analizar las implicaciones de las decisiones en futuros múltiples
• Desarrollar un análisis compartido y un plan de acción sobre los futuros posibles
En 1992, la escuela prospectiva representada por Michael Godet, propone que los escenarios pueden servir no solo para predecir un futuro, sino como orientación para construir un futuro idealizado [13], integrándola como herramienta en los estudios prospectivos estratégicos [32].
Kees Van Der Heijden [43] populariza en 1996, su propia metodología estructurada y postula 5 criterios en el desarrollo de escenarios [2, 43]:
• Al menos dos escenarios son requeridos para reflejar la incertidumbre
• Cada escenario deber ser plausible (posible)
• Los escenarios deben ser internamente consistentes
• Los escenarios deben ser relevantes a la preocupación del cliente
• Los escenarios deben producir una nueva y original perspectiva al problema del cliente.
Figura 2. Modelo propuesto por Porter.
Variables de los escenarios
Elementos dependientes de las estructuras
Factores causales Cambios estructurales determinados Estructura futura de la industria
Elementos constantes de al estructrura
Fuente: Michael Porter (1985, pág. 458). Traducción al español realizada por los autores
Figura 3. Modelo de ocho pasos propuesto por Peter Schwartz.
1. Identificación del problema
Identificación de los factores claves
Identificación de las fuerzas motrices generales
Jerarquizar los factores y fuerzas motrices claves
Desarrollar la lógica del escenario
Desarrollar el detalle de cada escenario
Considerar las implicaciones de los escenarios
Identificar indicadores calves de alertas

Tomas J. Chermack [25] realiza un ajuste a la planeación por escenarios al modelo basado en el método de ocho pasos de Dubin, teorizando aún más el proceso de su construcción.
Recientemente, Saartje Sondeijker, Jac Geurts, Jan Rotmans y Arnold Tukker [44] proponen un modelo que permite la transición entre los escenarios y los procesos de gestión.
Un aporte interesante es la propuesta realizada por Iver B. Neumann y Erik F. Verland [45], donde afirman, que las bases para el desarrollo de los escenarios pueden provenir directamente de datos del pasado, del presente o de ambos casos (ver figura 4).
Figura 4. Modelo propuesto por Iver B. Neumann y Erik F. Verland.
Escenario1
Escenario2
Pasado Presente Escenario3
Escenario4
Escenario5
Fuente: Neumann y Verland (2004, pág. 269). Traducción al español realizada por los autores
Consultoras como The Future Group [46] y Global Business Network [47] desarrollan sus propias metodologías aplicándolas a casos prácticos empresariales. En la tabla 2 se puede observar un listado cronológico resumen de las metodologías desarrolladas para la construcción de escenarios.
Tabla 2. Recopilación de metodologías para la construcción de escenarios.
Modelo/Metodología Autores Características/Aportes Año
Future-Now Herman Kahn [5] Emplea juicios razonados y la intuición. Método cualitativo 1967
Operational Research / Management
Science (OR/MS) Amara y Lipinski [12] Involucra algoritmos estructurales y modelos matemáticos. Método cuantitativo. 1983
Procedimiento para la construcción de escenarios Peter wack [9] Soporta los escenarios bajo una estructura robusta, complementados con un análisis numérico 1985
Industry Scenarios Michael Porter [40] Parte de que el análisis de la industria permite prever cómo será el mundo en el futuro 1985
Parte de que el análisis de la industria permite prever cómo será el mundo en el futuro Millet y Randles [2] Emplea técnicas intuitivas y cuantitativas. Relaciona métodos cualitativos y cuantitativos 1986
Análisis de escenarios para la planeación estratégica. Procedimiento para la construcción de escenarios en tres fases. Jutta Brauers y Martin
Weber [48] Incluye métodos creativos cualitativos en la
fase de análisis 1988
Metodología general de ocho pasos Peter Schwartz [30] Método procedimental para desarrollar
escenarios 1991
Metodología para la construcción de
escenarios Michel Godet [12] Uso de la perspectiva para el diseño de escenarios 1992
Metodología para la construcción de escenarios en tres fases The Future Group [46] Enfatiza en centrar en los puntos críticos de la organización 1994
Metodología para la construcción de escenarios
en cuatro fases Sholom Feldblum [49] Relaciona la simulación estocástica con la prueba de escenarios 1995
Metodología para la construcción de escenarios
en nueve pasos Paul Schoemaker [27] Incluye en el paso 9 la posibilidad de reexaminar los escenarios después de realizar investigaciones posteriores 1995
Metodología para el desarrollo de escenarios Kees Van Der Heijden [43] Kees Van Der Heijden [43] 1996
Método de la doble variable John Galtung [2] Identifica las dos mayores incertidumbre y crea escenarios para estas 1998
Metodología general de siete pasos John Ratcliffe [50] Modelo adaptable para el uso en cualquier tipo de organización 2000
Teoría general para la planeación de escenarios basado en el método de ocho pasos de Dubin Thomas J. Chermack [15] Aplicación teórica para la construcción y
prueba de escenarios 2003
Metodología general de cinco pasos Diana Scearce, Katherine
Fulton,
y the Global Business Network
community [47] Incluye el seguimiento posterior de los escenarios
elaborados 2004
Desarrollo de escenarios perspectivos Iver B. Neumann y Erik F.
Verland [45] Los escenarios pueden provenir directamente
de datos del pasado, del presente o de ambos. 2004
Transition management Model Saartje Sondeijker, Jac
Geurts, Jan Rotmans y
Arnold Tukker [44] Modelo para la transición de escenarios hacia
los procesos gerenciales 2006

Fuente: Elaborado por los autores a partir del análisis de diversas referencias bibliográficas.
5. Otras Consideraciones
El uso de la planeación por escenarios tiene beneficios palpables para la planeación estratégica en dos vías: algunas de las decisiones claves pueden llevarse a un campo operacional y se reduce el riesgo al ignorar los pequeños cambios dentro de la organización [36].
Ringland advierte que no en todos los casos podrás utilizarse la planeación por escenarios, siendo eficaces en contextos donde se conoce porqué es necesaria su construcción y no deben ser empleados, cuando no sea conveniente emplear un filtro para limitar las decisiones por señales externas [51]. En la figura 5 se pueden observar los motivos que originan la construcción de escenarios [39].
Figura 5. Propósito del trabajo con escenarios.
Resolver un solo problema Continuidad/Sobrevivir/Desarrollarse
Exploración hacia afuera Hacer lo requerido Anticipar
Decisiones cerradas Desarrollar estrategias Como parendizaje adaptativo organizacional
Fuente: Bradfield, R.; Wrightb, G.; Burta, G; Cairns, G; Heijden y Van Der; K. (2005, pág. 805). Traducción al español realizada por los autores
La planeación por escenarios no se acaba cuando los escenarios son diseñados, por lo que deben establecerse indicadores que permitan detectar si un escenario se está haciendo realidad [52]. En una organización, los escenarios deben desarrollarse para [53] estudiar los factores de una situación, establecer algo que podría ocurrir e imaginar varios caminos que podrían desarrollarse y la secuencia de pasos que deben seguirse.
David Banister and Dominic Stead [54] resumen las ventajas de la utilización de la planeación de escenarios en cinco puntos:
• Proveer bases firmes para la toma de decisiones
• Identificar amenazas y oportunidades
• Sugerir una variedad de enfoques diferentes
• Ayudar a evaluar políticas y acciones alternativas
• Incrementar la creatividad y la elección en la toma de decisiones
6. Conclusión
A pesar de que la planeación por escenarios es un área de estudio reciente ligada a la planeación estratégica, existe un gran interés en explotar esta herramienta en el mundo académico y empresarial, evocado por el desarrollo de diversas metodologías que buscan teorizar, estandarizar y operacionalizar su aplicabilidad en las organizaciones.
Se marca entonces una tendencia clara en el esfuerzo por lograr una metodología descrita en pasos sencillos, que permita integrar el proceso de desarrollo de los escenarios al proceso de toma de decisiones.
Este artículo cumple con el objetivo de resumir el desarrollo de la planeación por escenarios desde sus inicios, mostrando la evolución de su significado y las aplicaciones metodológicas que se han dado a través del tiempo.
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¿Qué es la teoría de juegos?

¿Qué es la teoría de juegos?
11 Mayo 2011 – Actualizado 11 Mayo 2011, 14:07
Javier Navarro

La teoría de juegos es una rama de la economía que estudia las decisiones en las que para que un individuo tenga éxito tiene que tener en cuenta las decisiones tomadas por el resto de los agentes que intervienen en la situación. La teoría de juegos como estudio matemático no se ha utilizado exclusivamente en la economía, sino en la gestión, estrategia, psicología o incluso en biología.

En teoría de juegos no tenemos que preguntarnos qué vamos a hacer, tenemos que preguntarnos qué vamos a hacer teniendo en cuenta lo que pensamos que harán los demás, ellos actuarán pensando según crean que van a ser nuestras actuaciones. La teoría de juegos ha sido utilizada en muchas decisiones empresariales, económicas, políticas o incluso para ganar jugando al póker.
Para representar gráficamente en teoría de juegos se suelen utilizar matrices (también conocidas como forma normal) y árboles de decisión como herramientas para comprender mejor los razonamientos que llevan a un punto u otro. Además los juegos se pueden resolver usando las matemáticas, aunque suelen ser bastante sofisticadas como para entrar en profundidad.
Historia
Aunque hubo trabajos anteriores la teoría de juegos empieza con un estudio de Antoine Augustin Cournot sobre un duopolio en el que se llega a una versión educida del equilibrio de Nash ya que se alcanza poco a poco el nivel de precios y producción adecuado. Más tarde se podría decir que el fundador de la teoría de juegos formalmente hablando fue el matemático John von Neuman, el mismo del proyecto Manhattan.

Desde entonces algunos economistas han sido galardonados con el Nobel de Economía por sus trabajos sobre el tema. Destaca Nash, conocido por la película “Una mente maravillosa” y porque es en el equilibrio de Nash dónde se basan muchas conclusiones que se han tomado sobre teoría de juegos aplicada a la vida real.
Equilibrio de Nash
El equilibrio de Nash se alcanza en una situación en la que ninguno de los jugadores (o agentes) de un juego en el que hay dos o más jugadores, todos conocen los equilibrios de los demás, quieren cambiar unilateralmente su decisión porque cambiarla supondría empeorar su condición. Cuando todos los jugadores han tomado una decisión y no pueden cambiarla sin empeorar su bienestar, se considera que se ha alcanzado un equilibrio de Nash.
El equilibrio de Nash puede no ser Pareto eficiente (es decir, puede haber una situación en la que todos los jugadores incrementen su bienestar sin perjudicar a los demás). No obstante, en ocasiones el equilibrio de Nash es la única alternativa dadas las reglas del juego a pesar de que exista un óptimo de Pareto.
El equilibrio de Nash se ha utilizado para regular situaciones de competencia entre empresas y diseñar subastas de adjudicaciones públicas. Una legislación que tenga en cuenta el equilibrio de Nash puede evitar oligopolios, por eso en la legislación antimonopolio se suele buscar formas de evitar que se pacten precios entre las partes implicadas.
El dilema del prisionero
El dilema del prisionero es el ejemplo más típico de teoría de juegos. Supongamos que detienen a dos personas por delitos menores que les costarían a cada una dos años de cárcel. La policía sabe que han cometido uno peor, pero necesitan pruebas, supongamos que una declaración de uno de los dos.

Si ambos delatan al otro por el delito mayor irán seis años a la cárcel. Si uno delata y el otro no, el delator irá un año por colaborar y el otro irá diez años por el delito. Teniendo en cuenta que los prisioneros no pueden comunicarse entre ellos (están en habitaciones separadas) ¿qué harán?
Supongamos que somos uno de los dos prisioneros, no sabemos qué hará el otro por lo que el mejor de los casos es delatar al otro independientemente de lo que haga, ya que en ambas situaciones minimizamos los años de pena esperados en la cárcel. Si el otro nos delata iremos seis años en vez de diez y si no nos delata iremos uno en vez de dos.
Dado que el otro es igual de inteligente que nosotros, lo más probable es que llegue a la misma decisión. Al final lo que acaba pasando es que ambos acaban perdiendo seis años entre rejas, mientras que si hubieran cooperado hubieran sido sólo dos. La situación alcanzada es un equilibrio de Nash, porque ambas partes no pueden cambiar sin empeorar. Es decir, no se haya la mejor situación para las partes.
El dilema de Monty Hall
El dilema de Monty Hall es uno en el que el presentador de un programa de televisión ofrece al concursante elegir un premio que se encuentra tras una de las tres puertas. Dos de ellas contienen cabras y una de ellas un automóvil. El jugador elige una puerta, supongamos la primera y el presentador (Monty) abre la puerta número tres enseñando una cabra. Acto seguido nos ofrece cambiar la puerta ¿qué es mejor teniendo en cuenta que el presentador sabe que hay detrás de cada puerta?
La respuesta es que es mejor cambiar de puerta. Guiándonos por la estadística el presentador al abrir una puerta cerrada ha incrementado las posibilidades que tenemos de llevarnos el premio, pasamos de jugar con 33% de posibilidades al 66% porque en realidad el presentador aumenta nuestras posibilidades al 66% si cambiamos de puerta. Si permanecemos con la elegida nuestras posibilidades se mantienen en un 66%33%. En este enlace podéis encontrar una explicación en más profundidad de las matemáticas y en este otro un simulador (en inglés)
La teoría de juegos es una de las partes de la investigación económica reciente que más atención está atrayendo en los últimos años. Además sus aplicaciones prácticas han sido utilizadas en la práctica en multitud de ámbitos, como por ejemplo el del dilema del prisionero para regular y evitar situaciones de oligopolio. En el cine hemos visto ejemplos del dilema del prisionero en situaciones como las creadas por el Joker en El Caballero Oscuro

Meet Europe’s Left Nationalists

Meet Europe’s Left Nationalists
The rise of leaders like Sahra Wagenknecht and Jean-Luc Mélenchon marks a momentous turn against free movement in Europe—at the expense of immigrants.
By David Adler
January 10, 2019

In May 2016, at a conference for Germany’s left-wing Die Linke party, Torten für Menschenfeinde (“Pies for Misanthropes”) struck again. Sneaking up the side of the conference hall, a member of the anti-fascist organization threw a piece of cake at Sahra Wagenknecht, a prominent Die Linke member in the Bundestag. It was a direct hit: Wagenknecht’s face was covered in chocolate frosting, a streak of whipped cream extending from ear to ear.

Torten für Menschenfeinde targeted Wagenknecht for her vocal position against an open-border policy for Germany. Earlier that year, she challenged Chancellor Angela Merkel’s decision to accept more than 1 million refugees, arguing that Germany should impose limits on entry and deport those who abused German “hospitality.” The cake attack—which followed a cream-pie offensive against a member of the far-right Alternative for Germany—isolated Wagenknecht in her party, which had otherwise pledged support for Merkel’s policy.

Nearly three years later, however, Wagenknecht and her views on migration have gone mainstream, in Germany and across Europe. In September 2018, Wagenknecht and her husband, Oskar Lafontaine, founded Aufstehen (“Rise Up”), a political movement combining left-wing economic policy with exclusionary social protections. The movement has garnered over 170,000 members since its official launch; according to a recent poll, more than a third of German voters “could see themselves” supporting Wagenknecht’s initiative.

“I am tired of surrendering the streets to the [anti-Islam movement] Pegida and the Alternative for Germany,” Wagenknecht said at the launch event. Onstage, she was joined by allies in Germany’s Green Party and the Social Democratic Party. “As many followers of the political left as possible should join,” several Social Democratic politicians wrote in a joint statement.

By founding Aufstehen, Wagenknecht became a member of the new vanguard of left politics in Europe. In France, Jean-Luc Mélenchon leads La France Insoumise, a left-populist movement that has been critical of mass migration. “I’ve never been in favor of freedom of arrival,” Mélenchon has said, claiming that migrants “are stealing the bread” of French workers. He is now the most popular politician on the French left, widely considered the face of the opposition to President Emmanuel Macron and a champion of the Yellow Vest movement.

In the United Kingdom, Jeremy Corbyn leads the Labour Party and offers a radical vision of socialist transformation. And yet, although he was a vocal advocate for migrant rights during his tenure at Westminster, Corbyn has expressed deep skepticism about open borders as the party’s leader. “Labour is not wedded to freedom of movement for EU citizens as a point of principle,” Corbyn said, committing Labour to a policy of “reasonable management” based on “our economic needs.”

The rise of these left-nationalist leaders marks a momentous turn against free movement in Europe, where it has long been accepted as a basic right of citizenship.
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Forget The Communist Manifesto’s refrain that “the working men have no country”; the new face of the European left takes a radically different view. Free movement is, to quote Wagenknecht, “the opposite of what is left-wing”: It encourages exploitation, erodes community, and denies popular sovereignty. To advocate open borders, in this view, is to oppose the interests of the working class.

By popularizing this argument, these new movements are not just challenging migration policy in Europe; they are redefining the boundaries of left politics in a dangerous, and inopportune, direction. Over the next few decades, global migration is set to explode: By 2100, up to 1 million migrants will be applying to enter the European Union each year.

Right-wing populists have already begun their assault on migrants: In Italy, Deputy Prime Minister Matteo Salvini has called for “mass cleaning,” while Hungarian Prime Minister Viktor Orbán has proposed that recent arrivals should be sent “back to Africa.” As left-nationalist movements charge ahead in the polls, it is not immediately clear who will challenge their pessimistic view of migration and fight for the right to free movement.

In April 1870, Karl Marx wrote a letter to two German migrants in New York City, imploring them to “pay particular attention” to what he called “the Irish question.”
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“I have come to the conclusion,” Marx wrote, “that the decisive blow against the English ruling classes cannot be delivered in England but only in Ireland.” For Marx, Ireland would play a decisive role because of its mass emigration—the Mexico of its time. “Ireland constantly sends her own surplus to the English labor market, and thus forces down wages and lowers the material and moral position of the English working class,” Marx continued. “It is the secret by which the capitalist class maintains its power.”

In the century and a half since, Marx’s letter has become a key reference point for the left critique of free movement. The passage is cited as evidence of a fundamental tension between the traditional goals of the left—equality, solidarity, working-class power—and a policy of open borders. “Karl Marx identified that fact a long time ago,” announced Len McCluskey, general secretary of Britain’s Unite the Union and a close ally of Jeremy Corbyn, in 2016.

But critics of free movement often neglect to mention Marx’s conclusions: “Given this state of affairs,” he wrote, “if the working class wishes to continue its struggle with some chance of success, the national organizations must become international.”
Borders And The Left
The Nation
There Is No Left Case for Nationalism

Atossa Araxia Abrahamian

Marx’s analysis of mass migration did not lead him to advocate harder borders. Instead, it made him support international mobilization to protect workers’ rights in a world of free movement.

After all, Marx himself was a triple émigré: He fled Prussia to Paris, faced exile from Paris to Brussels, and—after a brief incarceration by the Belgian authorities—found his way to London. And he was hardly a model immigrant: Poor, sick, and a notorious procrastinator, Marx was much more of a scrounger than a striver, leeching off the largesse of Friedrich Engels.

As such, Marx had little sympathy for the “ordinary English worker,” who “hates the Irish worker as a competitor who lowers his standards of life.” The solution to the Irish question was not to bow to these prejudices, he argued, but to dissolve the antagonism between the various camps of the working class. “A coalition of German workers with the Irish workers—and of course also with the English and American workers who are prepared to accede to it—is the greatest achievement you could bring about now,” he advised.

Following Marx, the concept of left internationalism came to be associated with support for free movement on both ethical and strategic grounds. Ethically, open borders gave equal opportunity to workers of all nationalities. More important, the movement of people across borders created new opportunities for a coordinated challenge to capitalism. Internationalists like Marx supported free movement for the same reasons they supported free trade: It hastened the pace of history and heightened capitalism’s contradictions.

“There can be no doubt that dire poverty alone compels people to abandon their native land, and that the capitalists exploit the immigrant workers in the most shameless manner,” wrote Vladimir Lenin in 1913. “But only reactionaries can shut their eyes to the progressive significance of this modern migration of nations…. Capitalism is drawing the masses of the working people of the whole world…breaking down national barriers and prejudices, uniting workers from all countries.”

Back in Lenin’s day, a very similar debate over the merits of migration was roiling through the European left. But while the pessimistic view of Wagenknecht and other left nationalists has now taken hold in many parts of the continent, Lenin’s, at the time, prevailed.
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At the 1907 Congress of the Second International in Stuttgart, Germany, leaders of the Socialist Party of America introduced a resolution to end “the willful importation of cheap foreign labor.” Morris Hillquit, a founder of the party, argued that migrants from Asia—the “yellow races,” unlike those from Europe—amounted to a “pool of unconscious strikebreakers.” The convention rejected the resolution: “The congress does not seek a remedy to the potentially impending consequences for the workers from immigration and emigration in any economic or political exclusionary rules, because these are fruitless and reactionary by nature.”

Lenin would never forget the incident. In a 1915 letter to the Socialist Propaganda League of America, he called out the American socialists for their efforts to restrict Chinese and Japanese migration. “We think that one can not be internationalist and be at the same time in favor of such restrictions,” he wrote. “Such socialists are in reality jingoes.”

By the time of Lenin’s letter, of course, Europe’s great powers had been whipped into a frenzy of nationalist violence. In the First World War, British soldiers sang “Rule, Britannia,” the Germans sang “Deutschlandlied,” and they all marched to their deaths. Even the Social Democratic Party of Germany—a key player in the Second International—voted in favor of the war. Citing the need for national self-defense, large swaths of the European left abandoned the cause of open borders.

But by the end of the next world war—which left another 80 million people dead and 60 million more displaced—support for free movement had moved from the margins of the left into the heart of the postwar political establishment. When the United Nations convened in Paris to draft its Declaration of Human Rights in November 1948, the committee considered mobility a matter of “vital importance.” “Freedom of movement was the sacred right of every human being,” commented the representative from Chile. “The world belongs to all mankind,” added the representative from Haiti.

The architects of the European Union took this view of free movement as fundamental to the project of European integration. In the 1957 Treaty of Rome, which laid the foundations for a union in Europe, diplomats and ministers included the “freedom of movement for workers” as one of the four freedoms—alongside those of goods, services, and capital—that would govern the European Economic Community. This decision sought to encourage Europe’s reconstruction by enabling workers to move where they were needed most.

Over the next three decades, this fourth freedom shifted from a provisional economic measure to a right of European citizenship. The 1985 Schengen Agreement eliminated internal borders and the customs checks that went along with them; the 1992 Maastricht Treaty established a European Union citizenship that guaranteed free movement on the basis of personhood, not participation in the labor force.

Such was the grand ambition of the Socialist French president François Mitterrand. “It is to turn the whole of Europe into one space,” he announced in a televised Bastille Day interview in 1990. “Now the barriers and the walls have collapsed. The storm is not over…but we are getting there.”

The transformation of free movement from a radical demand to a pillar of EU governance was critical to the emergence of left nationalism in Europe. Since the Maastricht Treaty—signed and celebrated by socialists like Mitterrand—the hope for the European Single Market as a force of social cohesion has largely failed. Today, the European Union looks less like a workers’ utopia and more like a neoliberal fortress: demanding, enforcing, and policing a free-market order. Banks, corporations, and investors may be free to move their capital across the continent, but national governments are not free to implement policies that address their local needs. It is out of this contradiction—and Mélenchon’s view that the EU is a “totalitarian project”—that the new left vanguard has formed.
Europe’s Most Outspoken Cosmopolitan
The Nation
Yanis Varoufakis’s Internationalist Odyssey

Atossa Araxia Abrahamian

In short, the terms of radicalism have changed. A century ago, left movements advocated international integration as the answer to “bourgeois chauvinism under the guise of patriotism,” as Lenin put it. Today, they advocate national devolution as the answer to the unfettered power of globalized capital.

Both approaches aim to challenge capitalism and advocate a fairer redistribution of resources; the latter, though, views international institutions as instruments of capitalism rather than as potential vehicles for worker power. Its goal, best expressed by the left-wing advocates of Brexit, is to take back control from those institutions: “a once-in-a-lifetime window of opportunity” for a “radical break with neoliberalism,” as Thomas Fazi and William Mitchell, authors of Reclaiming the State, wrote in their 2018 Jacobin article “Why the Left Should Embrace Brexit.” As a result, for these critics, the right to free movement is the sacrificial lamb in a radical break with the European Union.

Fazi and Mitchell, for example, don’t mention migration once in their 3,000-word brief for embracing Brexit. In their framework, the priority is first and foremost to build a socialist economy, which they claim is impossible within the constraints of the single market. Migrants, then, are collateral damage.

Most left nationalists in Europe don’t stop there, however; they view the demise of free movement as a worthy end in itself. These critiques can be broadly divided into three types: economic, cultural, and political. And all of them aim to justify the introduction of new border controls.

The most prominent of these critiques, building on Marx’s 1870 letter, rejects free movement on the basis of worker exploitation. “The state has a duty to protect men and women from foreign workers who take their jobs away for lower pay,” said Oskar Lafontaine, co-founder of Aufstehen, in a defense of border controls in 2005. Likewise, in a Guardian op-ed supporting Jean-Luc Mélenchon’s 2017 presidential bid, Cambridge lecturer Olivier Tonneau asserted that the “noble principle of freedom of movement” had been “perverted into forced economic migration, which undercut wages and stirred tension between peoples.”

Jeremy Corbyn makes a similar argument. After the Brexit referendum, Corbyn laid out his opposition to free movement in the European Union. “If freedom of movement means the freedom to exploit cheap labor in a race to the bottom, it will never be accepted in any future relationship with Europe,” he wrote.

The problem is that there is virtually no evidence to support the claim that foreign workers depress wages and discourage the employment of native workers. In a landmark report in September 2018, the United Kingdom’s Migration Advisory Committee found that “migrants have no or little impact on the overall employment and unemployment outcomes of the UK-born workforce.” In fact, it added, “there is some evidence to suggest that skilled migrants have a positive impact on the quantity of training available to the UK-born workforce.” The findings in Britain echoed those of the Organization for Economic Cooperation and Development, which found in 2014 that migration “contributes to spur innovation and economic growth” and that migrants give more in taxes than they take in benefits.

“Crudely,” wrote economist Jonathan Portes in a recent article summarizing two decades of his research, “immigrants are not taking our jobs.”

The real threat to labor standards is not freedom of movement, but rather its restriction. And as countries like the United States have learned time and time again, harsh border controls are not effective deterrents to migration: According to a 2007 study in the journal Regulation & Governance, border enforcement has had “remarkably little influence on the propensity [of people] to migrate illegally to the USA.”

Upon their arrival, unauthorized migrants are vulnerable to exploitation, undermining the entire labor market—exactly the problem that the restrictionists identify. Unauthorized labor is largely off the books, and without legal protections, the people performing it lack bargaining power against their employers. One wide-ranging study found that 37 percent of unauthorized migrants in the United States suffered minimum-wage violations, compared with 21 percent of authorized migrants, while 85 percent of unauthorized migrants were not paid overtime, compared with 67 percent of their documented counterparts.

On a more conceptual level, the economic critique fails to hold together. In making the case for managed migration, many people distinguish between two classes of migrants: economic migrants in search of work, and asylum seekers in need of refuge. The latter pose a humanitarian concern, which many left nationalists are (for good reason) happy to accommodate, while the former threaten the labor market and therefore merit tighter regulation. “When we are talking about economic migration,” Labour MP and UK shadow secretary for international trade Barry Gardiner told the BBC, “the economy has to work in favor of the British people and the British public.”

Under closer examination, this distinction falls apart. Every day, scores of young men arrive in Southern Europe after harrowing journeys from their homes. But the European Union draws a hard line between those worthy of asylum and those migrating for economic opportunity. Boys from Syria—who are recognized as refugees of war—tend to receive asylum swiftly, while boys from Pakistan have little hope of it, despite the fact that many have fled similar levels of violence. “Migration is something that people do to try to survive,” Jeremy Corbyn once told the House of Commons. “Every case is a human story.”

The cultural critique doesn’t bother with this distinction. Rather, it takes aim at all migration on the basis that it erodes, dilutes, or otherwise undermines national culture. Free movement is “not also a principle of socialism,” wrote the left-wing British journalist Paul Mason in 2017. “It says to people with strong cultural traditions, a strong sense of place and community (sometimes all they have left from the industrial era) that ‘your past does not matter.’” By calling their heritage into question, then, migration threatens to incite even stronger xenophobia among working-class communities.

Yet there is very little empirical basis for these claims, either. In case after case—from the Brexit vote to Germany’s general election last year—areas with the fewest migrants have expressed the strongest cultural grievances. And research suggests that contact between different communities—gay and straight, black and white, Shia and Sunni—is actually a route to more solidarity, not less. A meta-analysis of 713 independent samples from 515 studies concluded that contact “typically reduces intergroup prejudice.” In other words, if the goal is to reduce xenophobia, borders are not the solution; interaction is.

The very fact of anti-immigrant attitudes in Europe often leads to a political critique: European citizens never had a full say on the rules that would govern their union, whether on immigration or environmental regulation. The principle of free movement is meaningless in the absence of democratic support for it, this argument goes. And, once again, we find a rationale for exiting the European Union: Only then will voters be able to shape their own political future.

But while some people advocate exit as a pretext to curb migration, others, like Costas Lapavitsas, a former member of the Greek Parliament for Syriza and author of The Left Case Against the EU, view it as a way to reconstitute a fairer, more global kind of free movement. The freedom to move within the EU is, in fact, premised on restricting free movement into it—a system known as “Fortress Europe.” Rather than reforming the EU from the inside and defending and extending the principle of free movement, these critics believe that exit is the best route to a more humane immigration policy. In other words, they want to destroy free movement in order to save it.

Such critics often consider themselves to be internationalists, tweeting support for sister parties and crisscrossing the continent to speak on their panels. But make no mistake: This isn’t your grandfather’s internationalism. It has little in common with Lenin’s optimistic view of migration “uniting workers from all countries.” It hinges on a decidedly nationalist desire to claw back national sovereignty, to undo the excesses of liberalization, and to reclaim the borders of the nation-state.

Mélenchon, for his part, has stopped playing the “Internationale” at his public rallies. He prefers to fly the Tricolore and sing “La Marseillaise” instead.

The new left-nationalist vision emerging in Europe is not shared worldwide. Over the last decade, pundits and politicians have frequently pointed out the similar trajectories in Europe and the United States. The 2008 financial crisis exposed the deep interconnections between their banking systems, while the populist earthquake of 2016 revealed the shared fault lines in their democracies.

But one of the most striking patterns in the migration debate is the divergence in attitudes on the two sides of the Atlantic. While the left vanguard in Europe backtracks on its support for immigration, support on the American left is surging. In 2006, 37 percent of Democrats believed that immigration to the United States should decrease, while 20 percent believed that it should increase. In 2018, only 16 percent of Democrats believed that immigration should decrease, while a whopping 40 supported its increase. Compare that with Britain, where 49 percent of Labour voters think that immigration is too high, and a microscopic 5 percent think it’s too low.

The rapid rise in support for immigration on the American left marks a historic role reversal. Recall the 1907 Congress of the Second International, where the Socialist Party of America’s motion to restrict immigration was dismissed by its European counterparts.

Today, there is virtually no Democratic politician who offers a tough line on immigration. Within the Democratic Party’s progressive wing, in particular, we find a vigorous defense of migrant rights and a call to abolish immigration-enforcement agencies altogether—a far cry from the criticism of free movement flourishing in Europe. As Labour MP and shadow home secretary Diane Abbott stressed in her remarks at the Labour Party’s conference in September: “Real border security…that is what Labour stands for.”

What explains this sudden divergence in transatlantic attitudes? And what can it tell us about the left-nationalist case against free movement?

One plausible driver is demographics. Much has been made of the United States’ transition from a predominantly white country to a majority-minority one within the next three decades. Meanwhile, the fast-growing Latino community is also the most active in its pro-immigration movement. It is possible, therefore, that public opinion is simply shifting with the tides of American demography.

But the demographic story is insufficient to explain this transatlantic divergence. After all, the percentage of foreign-born residents in the United States is almost exactly the same as that in Germany or France—13.1 percent, 12.8 percent, and 11.7 percent, respectively. A country’s demographic profile, therefore, does not necessarily dictate its attitudes toward immigration. In any case, it is difficult to see how these long-term trends could produce such a sudden shift in attitudes.

Instead, the key factor is the electoral system around which these demographics change. In the United States, a polarizing two-party system has laid the groundwork for a full-throated defense of immigration from the left. As Republicans vow to “build the wall,” Democrats advocate breaking it down. As President Trump radicalizes the Immigration and Customs Enforcement agency, senators like Elizabeth Warren and Kirsten Gillibrand call for its abolition. As a Republican administration detains migrant children, the Democratic Party demands amnesty for them. In short, the politics of immigration is a politics of opposition.
Deportation = Death
The Nation
Washington Trained Guatemala’s Mass Murderers—and the Border Patrol Played a Role

Greg Grandin and Elizabeth Oglesby

“America’s views on immigration have changed more over this short period than at any time in any other country in history,” says political scientist Rob Ford of the University of Manchester. “It would suggest, paradoxically, that harsh migration policies create the conditions for a radical turn in a pro-immigration direction.”

Ford’s comments should provide a measure of cold solace to immigration advocates in Europe. As far-right parties come to power across the continent—creating an anti-immigrant “axis” from Berlin to Vienna to Rome, as Austrian Chancellor Sebastian Kurz eerily described it—so the terms of left opposition may once again tilt in favor of free movement. In their own way, by seeking to destroy the right to freedom of movement, the European alt-right may end up saving it.

But the extent of the divergence between the European and American cases raises fundamental questions about how we define the left today. What does it mean that Democrats associate the European economic critique of free movement with their Republican enemies, or that they associate the European cultural critique of free movement with the emergent alt-right marching through cities like Charlottesville, Virginia?

On International Human Rights day in 2017, Jeremy Corbyn delivered a speech at the United Nations’ Geneva headquarters in which he laid out his vision for a new global system based on “cooperation, solidarity, and collective action.” The present migration crisis, he argued, has been fueled by a mix of economic inequality, war, and climate destruction, and its solution lies in addressing those underlying causes.

“European countries can, and must, do more as the death rate of migrants and refugees crossing the Mediterranean continues to rise,” Corbyn said. “But let us be clear: The long-term answer is genuine international cooperation based on human rights, which confronts the root causes of conflict, persecution, and inequality.”

Yet even in this vision, freedom of movement still appears suspect. At best, it distracts us from the true solution—a Band-Aid under which the real problems of the world continue to fester. At worst, it numbs us to injustice by celebrating migration instead of condemning the conditions that force people to migrate. “People do not leave for pleasure,” Jean-Luc Mélenchon said in 2017. “Exile is suffering.”

Mélenchon is certainly correct, as is Corbyn in his insistence that we must tackle the root causes of the crisis. The big problem here is that no amount of international coordination will significantly reduce migration in our lifetime. Before the end of this century, up to 2 billion people could be forced to migrate on account of rising sea levels alone. Even if Europe’s entire left vanguard were to come to power and make good on its promises, families around the world would continue in their relentless pursuit of a safer or better life abroad.

Sahra Wagenknecht has described the policy of free movement as “naïve.” But the evidence suggests that hard borders threaten international solidarity, not strengthen it; fortify inequality, not decrease it; and inflame xenophobia, not reduce it. Europe’s new left nationalists may not grasp the likely results of their attempts to curtail free movement: scores of deaths on the sea, an explosion of slums at the borderlands, the continued economic exploitation of desperate migrants, and an increasingly militarized system of passport apartheid.

This is Corbyn’s formulation flipped on its head. In the short term, migration controls might win some votes and throw some sand in the gears of international capitalism. But over the long term, such controls can become their own root causes of conflict, persecution, and inequality.

For now, activists—not political parties—are shouting the loudest in support of open borders. At the Labour conference in September, the Labour Campaign for Free Movement passed out thousands of flyers to attendees. In Berlin, demonstrators marched against the far right under the banner of “Global Freedom of Movement.” For their part, the pie throwers have called for a Tortaler Krieg—total cake warfare—until Germany’s leaders heed their call. “No activist wants to throw a pie at a politician,” they insist. “But a cream pie is a last resort…. The pie throw is the last measure at the border of humanity.”

El análisis de coyuntura como metodología de análisis político

EL ANÁLISIS DE COYUNTURA COMO METODOLOGIA DE ANALISIS POLÍTICO.
Manuel Ramírez Casillas.
Universidad Iberoamericana
UAEM, núm. 3, Junio 1993, pp. 47- 57
1. INTRODUCCION
En este trabajo presentamos algunas ideas en torno al Análisis de Coyuntura (AC) como metodología de análisis político (MAP) a partir de la cual podemos realizar un análisis del presente, desde una perspectiva histórico/política; así como también se desarrollan algunos de los supuestos que dan cuerpo a este instrumento analítico, para concluir con el tema del AC frente a otras metodologías y sus perspectivas y posibilidades como tal.
Se esbozan algunas propuestas de interpretación en torno a la crisis del marxismo y su refuncionalización, en la medida en que es desde esta situación, donde se están gestando las posibilidades de recuperación del AC como tal.
2. ANÁLISIS DE COYUNTURA COMO UN ANALISIS DEL PRESENTE
Analizar la realidad significa tener una preocupación por transformarla o por incidir en ella. El análisis de coyuntura (AC) es un análisis del presente y como tal nos plantea toda una serie de problemáticas para su construcción. Este tipo de análisis significa desarrollar un tipo de conocimiento histórico político (1).
Este conocimiento histórico político es el que nos interesa, es decir, aquel que tiene como punto de partida al sujeto y sus prácticas sociopolíticas.
En este sentido el análisis de coyuntura es ante todo parte de un tipo de conocimiento que persigue un interés: incidir o transformar la realidad.
Se trata entonces de un análisis de los sujetos en su praxis, es decir en cómo construyen su historia, en términos de estrategias y proyectos. En este sentido
podríamos retomar la idea de que la historia es entonces una serie de coyunturas que significan los momentos de inserción de las prácticas proyectos de los diferentes sujetos sociales (2).
Retornemos de aquí entonces, los elementos indispensables para entender el carácter de lo político: los sujetos, como tales desean darle una direccionalidad a la realidad de acuerdo a sus proyectos e intereses, se trata de una intervención intencional, de corte estratégico articulada a una lógica ético/política.
En este sentido, lo político es la historia real, la posibilidad concretizada en base de proyectos que se disputan entre diversos sujetos para imprimirle una orientación a la misma. La propuesta de Zemelman es interesante, en la medida en que nos observa que la posibilidad de esta acción política, solamente es factible como potencialidad, como algo que se construye y que no está determinada de antemano.
En este sentido, el análisis de coyuntura, como análisis de lo político, significa un esfuerzo por captar la concreción histórico/estructural de una correlación de fuerzas, que si bien se manifiesta en el presente, hunde sus raíces en relaciones de poder profundas, las cuales sin embargo pueden ser detectadas en un momento coyuntural. De ahí que, analizar el momento del presente es diagnosticar los mecanismos a través de los cuales se está gestando esta intervención política o en otras palabras, ubicar, al interior de un complejo de relaciones de poder, los mecanismos, sus variaciones y matices, que posibilitan determinada sujeción y/o confrontación entre los sujetos.
Por ello se ubica a lo político como plano de análisis que reconoce como su núcleo básico la conjugación entre sujeto y proyecto, lo que se expresa materialmente en el juego de tácticas y estrategias que encuadran la dinámica de los sujetos al interior de las estructuras políticas (3). Además de estas últimas, es sin duda que en los conflictos de corto plazo también tienen que ver con esta dinámica.
Desde esta perspectiva se trata de reconocer las posibilidades reales que se tiene como sujetos sociales para incidir. Es un análisis concreto de las situaciones concretas (4). Se trata de medir la relación de fuerzas (5).
3. SUPUESTOS QUE DAN SUSTENTO AL AC COMO METODO DE ANALISIS POLITICO (MAP)
3.1 El método del Análisis de Coyuntura y la perspectiva metodológica.
Como reconstrucción de las relaciones y como análisis del presente es una opción analítica que puede ayudamos a discernir entre lo que es viable y deseable, ya que son los sujetos, algunos con mayores posibilidades que otros, los que generan, bajo determinadas condiciones histórico políticas, proyectos y estrategias de intervención. Para logar esto es indispensable partir de un concepto de realidad acorde a las características señaladas.
Desde la propuesta de Zemelman, la realidad puede verse en tres perspectivas: la del movimiento, la de la articulación de procesos y la de la direccionalidad.
En la primera se nos habla de dos dinamismos, el estructural y el coyuntural. La diferencia entre uno y otro está en que ubica al primero como un producto independiente de la praxis de los sujetos, mientras que al segundo lo entiende como producto de la voluntad y de la acción directa, histórico/ política de los mismos sujetos. En esta perspectiva, la coyuntura pertenece más a momento de la política o sea al de la intervención de los sujetos.
En la articulación de procesos nos manifiesta que la realidad está comprendida por diferentes niveles y la necesidad de relacionarlos. Esto significa ubicar la temporalidad y por lo tanto la dinámica que adquiere y tiene cada uno de éstos.
Por último, la direccionalidad la entiende como “las tendencias objetivamente posibles”, esto quiere decir que el sujeto, frente a una realidad estructurada, define y elabora proyectos de acción e intervención, de este juego se producen opciones reales en términos de tendencias.
De acuerdo a lo expuesto anteriormente, el AC tiene como objeto de análisis y reflexión, uno de los dinamismos de la realidad, es decir aquellos procesos políticos, ejercicio del poder y las relaciones de poder, que se manifiestan en estrategias y tácticas, en correlaciones de fuerzas o sea con la praxis sociopolítica de los sujetos en el presente.
A partir de aquí se inicia una reconstrucción de las articulaciones de los diferentes procesos que comprenden a los fenómenos coyunturales, es decir de los acontecimientos que generan estos sujetos en la búsqueda de construir una estrategia de dominación. En esta línea es que el AC puede ayudamos a discernir entre lo viable y lo deseable, en la medida en que logre una reconstrucción de lo “potencialmente posible” y de las estrategias que buscan aprovechar estas condiciones para convertirse en dominantes.
En esta perspectiva el AC nos ofrece, entonces, un conocimiento del presente en la medida en que se inscribe en una concepción acerca de la realidad que supone que ésta está en movimiento, que la entiende también como una articulación de procesos y que en ella se puede identificar cierta direccionalidad.
Estos elementos son claves para el AC como MAP.
3.2. A nivel epistemológico.
Se plantea una cuestión primordial en el AC: ¿Cómo medir la correlación de fuerzas? es decir, ¿cómo observar empíricamente las relaciones de poder y las estrategias de los sujetos? ¿Cómo descubrir las tendencias objetivamente posibles?
Desde el AC se piensa que esto es factible, ya que se puede realizar una construcción o sea una operacionalización de estos conceptos y encontrar los datos suficientes que puedan mostramos estas relaciones.
El punto de partida es que se trata de una construcción que requiere de una investigación empírica que posibilite el conocimiento de lo concreto, sin perder su articulación con los aspectos teóricos.
Esta situación debe cuidar, en palabras de Zemelman: “la apertura del pensamiento hacia lo real objetivo; el control de los condicionamientos teóricos, experienciales y/o ideológicos e impulsar la búsqueda del contenido específico de los elementos reales” (6).
Esto quiere decir que el manejo de información empírica debe orientarse por la reconstrucción de los acontecimientos que nos permitan visualizar las
relaciones de fuerza, sin que esta construcción obstaculice nuestra teoría, experiencias o ideología. Sin duda alguna se trata de una tarea de gran dificultad, en la medida en que estamos tratando de encontrar las manifestaciones de las relaciones de poder en un momento concreto es decir en una coyuntura.
Esta situación es de gran importancia en cuanto que el AC se articula a una teoría social que promueve la interpretación de la realidad desde tesis y conceptos definidos. Al articularse a las propuestas anteriores puede manejar con mayor flexibilidad los conceptos centrales desde los cuales se está dando la posibilidad de interpretación.
Así, el concepto de sujeto se reconstruye en la medida en que ya no se habla de dos clases protagonistas, sino más bien se recupera la presencia de los sujetos y se intenta descubrir sus perspectivas como tales, es decir se debe mantener una apertura hacia la realidad controlando nuestros planteamientos teóricos e intentando descubrir si existen realmente estos elementos que llamamos sujetos.
En este sentido, el AC, al ubicarse como una herramienta analítica que puede proporcionar datos concretos sobre la constitución social y política de los sujetos en determinadas situaciones, contribuye a la reconstrucción del concepto de sujeto en la misma teoría social marxista. Sin duda alguna que es un aporte, ya que por otro lado el análisis de tipo histórico/estructural complementa esta actividad de reformulación conceptual por la que atraviesa actualmente la teoría social marxista.
3.3 El concepto de historia y sujeto en el AC.
Como ya lo señalamos en párrafos anteriores, historia y sujeto son dos conceptos que en la teoría social marxista están en crisis y refundamentación.
Respecto al primero, en el marxismo, se concibe a la misma bajo una idea de cierta finalidad o sea que existe un fin predeterminado, la realización de una sociedad más justa y humana que recibe por nombre el de socialismo o comunismo.
Como parte de este concepción, se ubicó que el sujeto protagonista de esta historia sería el proletariado, dado su papel revolucionario que le viene dado por su posición en el sistema capitalista, de acuerdo a determinadas relaciones de producción. Así el agente histórico de una historia escrita de antemano tenía ya definido su papel, sólo bastaba el desarrollo de los acontecimientos.
En esta lógica, para el marxismo clásico, se ubica al AC como una metodología que se utilizó para descubrir los momentos coyunturales en los cuales un sujeto histórico podría acumular fuerzas para derrocar al sistema capitalista. Esta posición requiere de ser matizada. Si bien no se puede dejar de lado la perspectiva del sujeto, ni de la historicidad del mismo, tampoco se puede sostener la idea de que sea el proletariado el agente histórico de cambio.
De aquí que se tenga que pensar en otro punto de partida, es decir repensar la historia y a los sujetos en proceso de construcción, es en cierta forma una descentralización, ya que no se tiene la certeza de que exista un sujeto histórico ni una finalidad histórica; sin embargo no se puede dejar de lado la idea de que hay una participación de los sujetos en la historia ni mucho menos que no exista una preocupación ética, utópica y por lo tanto una perspectiva de una sociedad diferente.
Estos supuestos nos pueden permitir un ejercicio de análisis de la coyuntura más flexible, ya que no lo articularíamos de principio con una concepción cerrada y delimitada de la historia y del sujeto histórico.
Así a través del AC buscaríamos detectar la conformación específica y concreta de esos sujetos a través de sus proyectos y estrategias. Desde la otra propuesta, estaríamos tratando de comprobar lo que ya estaba definido de antemano.
Descubrir el carácter de las acciones políticas y su capacidad para elaborar estrategias y tácticas frente al ejercicio de determinado poder o para constituir un sistema de dominación es penetrar en las posibilidades reales que tienen para convertirse en sujetos.
Es entonces el carácter de lo político lo que nos permite entender la formación de un sujeto determinado, ya que no basta el papel que juega en determinadas
relaciones de producción, se trata de encontrar sus posibilidades políticas y por lo tanto sus perspectivas de acción y participación, resistencia, oposición o colaboración / reproducción de un sistema de dominación determinado.
La primacía de lo político es entonces el nexo entre historia y sujeto. En este sentido el AC nos ofrece una posibilidad para entender específicamente como se está presentando en el presente esta relación.
3.4. El concepto de política que sustenta al AC
También en este apartado se presenta un cambio. Se requiere pasar de un concepto restringido de la político para incluir uno que podría denominarse como ampliado.
Para la teoría social marxista concebir la política era manejar un concepto de poder que se encontraba en un lugar determinado, fundamentalmente el Estado. Complementa esta concepción la propuesta de que es el partido político quien asumiría el papel de conductor de este proceso de toma del poder.
En el momento actual no se puede sostener esta interpretación. Se requiere de asumir una concepción ampliada de la política, es decir pasar de la idea de poder a la de relaciones de poder.
Para Foucault se trata de “que el conjunto de las relaciones de fuerza existentes en una sociedad dada constituye el dominio de la política y que una política es una estrategia más o menos global que intenta coordinar y darles un sentido a estas relaciones de fuerza…(ya que éstas) implican en todo momento una relación de poder que en cierto modo su forma momentánea y cada relación de poder reenvía, como a su efecto, pero también como a su condición de posibilidad a un campo político del que forma parte” (7).
En la propuesta de este autor, ejercicio del poder y relaciones de poder son cosas distintas, ya que el primero se refiere a: “un modo de acción de algunos sobre otros…el poder sólo existe en acto aunque, desde luego, se inscribe en un campo de posibilidades dispersas, apoyándose sobre estructuras permanentes” (8).
Respecto a las segundas, las entiende como una articulación en donde existen: “dos elementos, ambos indispensables para ser justamente una relación de poder: que el otro (aquel sobre el cual ésta se ejerce) sea totalmente reconocido y que se le mantenga hasta el final como un sujeto de acción y que se abra, frente a la relación de poder, todo un campo de respuestas, reacciones, efectos y posibles invenciones” (9).
A partir de aquí se asume la propuesta de una descentralización de la política del concepto de poder o sea de su racionalidad materializada en una instancia denominada Estado o en el enfrentamiento de dos clase protagónicas: burguesía y proletariado, junto con la omnipresencia de un partido político como mediador indispensable para la toma de este poder.
En términos de Buci-Glucksman se trata de que la política sufra una transformación en base a su:
a) Deslocalización exclusiva, en donde cada relación de poder que pone en juego una hegemonía es política. Desde que hay relación entre gobernantes y gobernados (entre clases, sexos, mayoría y minoría, enseñantes y enseñados, etc) hay política;
b) Su desformalización implícita, pensando siempre la política en un solo modo positivo de la dominación coerción o de la legitimación de una dominación de acuerdo con las dos modalidades del centauro de Maquiavelo (fuerza y consentimiento) se permanece prisionero en un cierto modelo de orden que ha regido la ciencia política clásica;
c) Su deskeynestización impuesta y por consecuencia el relanzamiento de una política a distancia del Estado” (10).
Así tenemos que repensar la política y partir, además del ejercicio del poder, de las relaciones de poder, ya que en gran medida estas permean todo el tejido social. En otras palabras se trata de observar cómo se constituye la dominación a partir de las relaciones de fuerza. En lo que se refiere al primero, encontramos que hay una gran limitación, en las segundas se encuentra un juego de resistencia y oposición.
Se presenta así, una articulación entre relaciones de poder y estrategias, que en palabras de Foucault significa que: “toda estrategia de enfrentamiento sueña con convertirse en relación de poder, y toda relación de poder se inclina a convertirse en una estrategia victoriosa, tanto si sigue su propia línea de desarrollo como si choca con resistencia frontales” (11) .
Así, el concepto de política ampliado significa una recuperación de relaciones sociales que habían sido excluidas y que no habían sido tomadas en cuenta, en gran medida por que se operaba con un concepto de política restringido.
De aquí que recuperar propuestas como las de ejercicio de poder, relaciones de poder y estrategias nos permiten una visión diferente de la política y por lo tanto de su análisis.
El AC como tal, debe articularse a una concepción ampliada de la política, ya que a partir de ésta, puede lograr una reconstrucción de las relaciones de fuerza y de poder con mayor precisión, ya que se trata de reconstruir una articulación entre resistencia y dominación, pues como lo indica Foucault: “no hay una relación de poder sin resistencia, sin escapatoria o huida, sin un eventual riesgo. Toda relación de poder implica, pues por lo menos, virtualmente, una estrategia de lucha” (12).
A final de cuentas el AC busca la medición de la correlación de fuerzas, la debilidad o fortaleza de determinados sujetos para actuar e intervenir en la realidad o sea para la construcción de una estrategia dominante.
Para realizar esto requiere de un concepto de poder descentralizado que posibilite la visualización de la complejidad de las relaciones sociales en la sociedad actual, para que desde ahí se pueda precisar su reconstrucción. Es factible que un concepto ampliado de poder posibilite esta apreciación y reelaboración del concepto de política al interior de una teoría social marxista que está en reestructuración.
4. Perspectivas del AC frente a otras metodologías de análisis político.
4.1 Frente a otras metodologías.
Respecto a otras metodologías como son la teoría de escenarios y la de los juegos, el AC tiene cosas en común y diferencias marcadas que nos permiten una interpretación diferente del fenómeno del poder.
Dos cosas tienen en común estas metodologías:
a) Ser parte de un esfuerzo racional por intervenir en la realidad; b) son herramientas que se utilizan para la toma de decisiones en el corto y mediano plazo. Se trata de abordar la realidad desde una perspectiva racional, es decir se trata de que en la teoría de escenarios, en la de juegos y AC la construcción sea en base a una acción racional de los sujetos que llevan a cabo este análisis, para así tomar decisiones y por lo tanto determinadas acciones.
La toma de decisiones se convierte en un acto más racional, depurando otros elementos de carácter no racional en la construcción de las estrategias de acción.
De las diferencias entre estas metodologías, se pueden señalar, entre teoría de escenarios y de juegos frente al AC que:
a) En las primeras se trabaja con mayor asepsia política, ya que no se trata precisamente de elaborar un diagnóstico de las relaciones de poder o del ejercicio del mismo;
b) Las primeras se inscriben en la propuesta teórica del individualismo metodológico, lo que significa que la construcción metodológica depende de la capacidad racional individual;
c) Así, en ambas, la base de la elección está dada por el carácter racional de los individuos esto significa que existe, en estas propuestas, una interpretación de que su objeto de estudio está ordenado racionalmente y de que quien lo analiza es parte de esta racionalidad; en teoría de juegos, la probabilidad de elección de determinadas estrategias está dada por el carácter racional o sea la capacidad de elección que tengan los individuos para discernir frente a diferentes opciones, se presenta esta propuesta de tal forma que sólo es una acción de elección y no de poder.
d) En la teoría de escenarios encontramos una mayor preocupación por la
construcción racional de un futuro que por las opciones reales y potencialmente posibles del mismo. En esta perspectiva se pierde mucho de la diferencia entre lo viable y lo deseable; las posibilidades de la prospectiva, son factibles sólo en la medida en que se basen en tendencias reales y sobre todo cuando se tanga la capacidad para separar los deseos de los acontecimientos reales.
e) La mayoría de los escenarios que se construyen tienen serias deficiencias en cuanto se construyen bajo la suposición de la evolución de determinadas variables, objetivas o subjetivas. Logran una mayor aproximación cuando se refieren a las primeras como es el caso de los precios de determinados productos.
El problema es cuando se intenta definir el comportamiento de un actor político o social en el mediano y largo plazo, sobre todo cuando estamos hablando de un sistema de dominación como el nuestro en donde el comportamiento racional de los actores rompe con esta perspectiva.
Frente a estas metodologías, el AC puede retomar elementos que pueden ayudar a una reflexión analítica propia y específica. Se puede realizar una conjugación de estas propuestas de tal manera que sin caer en un eclecticismo, se revitalice el AC como propuesta metodológica. El AC puede incorporar la preocupación de la teoría de escenarios por la prospectiva, sin perder de vista que ésta puede construirse a partir del análisis permanente de las coyunturas.
Pensar en una prospectiva desde el análisis concreto de las situaciones concretas y no en base a especulaciones que muy probablemente no se va a realizar.
El AC puede retomar la propuesta de la teoría de juegos en cuanto a la dinámica racional que desarrollan los individuos para elegir de entre determinadas opciones sin que se desarticule de una preocupación ética-política.
4.2 Perspectivas del AC
De acuerdo a lo que hemos expuesto, las perspectivas del AC están dadas por la refundamentación de la teoría marxista en diferentes niveles: metodológico, epistemológico, político y teórico.
De esta situación depende su utilidad como herramienta de análisis histórico político, es decir como instrumento analítico del ejercicio del poder y de las relaciones de poder que se manifiestan y presentan en las coyunturas.
El AC se mantiene como una propuesta que posibilita la construcción de estrategias de intervención y participación de los sujetos en el presente, es decir da los elementos para una mejor comprensión de lo potencialmente posible y por lo tanto de lo viable frente a los deseos de quien intenta participar.
Esta perspectiva es la más valiosa del AC, la de ayudarnos a discernir entre nuestros deseos y la realidad o la posibilidad de su realización. Si logramos mantenernos en esta línea de trabajo con un sentido de apertura a los cambios del presente, las herramientas que utilizamos para su compresión, inexorablemente tienen que cambiar, así el presente y futuro del AC como MAP será el de la trasformación y alteración y por lo tanto el de su revitalización.
NOTAS:
1. Zemelman Hugo: Uso crítico de la teoría: en torno a las funciones analíticas de la totalidad; pp. 15; Colmex/UNU; México 1987.
2. Idem, pp. 27
3. Zemelman, Hugo: Cultura y poder; SXXI/UNU, México, 1990; pp.167
4. Lenin: Cartas desde lejos; OE en 12 tomos.
5. Gramsci Antonio. Notas sobre Maquiavelo, sobre política y sobre el estado moderno; Juan Pablos, México, 1975 pp. 71.
6. Zemelman, Hugo. Conocimiento y sujetos sociales; COLMEX, México 1987; pp.33
7. Foucault, Michel. Microfísica del poder, pp 158/159
8. Foucault, Michel. El sujeto y el poder, pp.14
9. Idem; pp. 14
10. Buci- Glucksmán Christine: forma de la crisis y del poder y concepción marxista de la política, pp. 89/90.
11. Foucault, M. El sujeto y…, op.cit. pp.20
12. Idem; pp. 19
BIBLIOGRAFIA: – Buci-Glucksmann Christine: Forma de la crisis y del poder y concepción marxista de la política en Los nuevos procesos sociales y la teoría política contemporánea. IIS/UNAM-SXXI; México, 1986. – Delich Francisco: Para el análisis de los fenómenos socio políticos coyunturales. Premisas y perspectivas; en Revista Mexicana de Sociología, Año XLI, No. 1, enero/marzo 1979; IIS/UNAM, México. – Elster Jon: Tuercas y tornillos: una introducción a los conceptos básicos de las ciencias sociales. Gedisa, Barcelona, 1991. – Foucault Michel. El sujeto y el Poder en Revista Mexicana de Sociología, IIS/UNAM; Jul/Sept 1988; No. 3. – Foucault Michel. Microfisica del poder. La Piqueta; Madrid, 1979. – Gallardo Helio: Fundamentos de Formación Política. Análisis de Coyuntura DEI, Sn José Costa Rica, 1988. – Gramsci Antonio. Notas sobre Maquiavelo, sobre política y sobre el estado moderno. Juan Pablos, México 1975. – Jiménez Edgar; Comentarios en torno a la teoría de los escenarios; CIIPDE, México. – Lenin: Cartas desde lejos, Obras Escogidas, Progreso, Moscú, XII tomos. – López Sinesio: El análisis de coyuntura en el pensamiento socialista clásico
en Revista mexicana de Sociología, año XLI, No. 1, enero-marzo 1979,
IIS/UNAM, México. – Osorio Jaime. El análisis de coyuntura, Cidamo, México, 1987. – Ruiz Eliseo y Sánchez Irena: Elementos para el análisis y Seguimiento de una coyuntura en Cuadernos de Educación Popular, No. 6, Centro de Estudios Ecuménicos, México 1988. – Ruiz Sahagun Carlos: Análisis de Coyuntura (1) Mimeo, México 1984. – Souza Herbert José de: Cómo se hace análisis de coyuntura, IBASE/ORPC, México, s/f. – Zemelman Hugo. De la historia a la política. Siglo XXI/UNU, México, 1990. – Zemelman Hugo. Uso crítico de la teoría: en torno a las funciones analíticas de la totalidad. Colmex/ UNU, México 1987 – Zemelman Hugo. Conocimiento y sujetos sociales. COLMEX, México
1987

Gramsci y el análisis de coyuntura

Gramsci y el análisis de coyuntura (algunas notas)
Juan Carlos Portantiero

Buscando una definición tendiente a especificar el carácter de su aporte fundamental al marxismo, se ha llamado a Gramsci “teórico de las superestructuras“. [i] Más aun: el propio Althusser, crítico tenaz del presunto “historicismo” gramsciano, expresa en uno de sus textos mejores (impensable, por otra parte, sin el estímulo directo de las ideas de Gramsci) que no conoce a otro autor sino a este capaz de haber producido (luego de Mao y Lenin) un discurso teórico referido al tema clave de “la eficacia especifica de las superestructuras” y de haber generado, además de “visiones absolutamente originales” sobre el problema, conceptos nuevos como el de hegemonía, “notable ejemplo de un esbozo de solución teórica a los problemas de la interpretación de lo económico y lo político“.[ii]

“Teórico de las superestructuras“; productor, en un nivel eminente, de un esbozo sistemático acerca de la eficacia especifica con que las determinaciones surgidas de la superestructura condicionan la determinación “en última instancia” de la economía, para lo cual ha elaborado no solo “imágenes” empíricas sino también el primer desarrollo de una batería de conceptos pertinentes, ¿porqué no llamar a Gramsci, si se quiere calificar su aporte, como principal “teórico de la coyuntura“?

Pero seguramente no estamos frente a un problema de condecoraciones. Al fin, el tema de la oposición entre estructura y acontecimiento marca todo el debate sustantivo de las ciencias sociales y ha sido como señala Granger “la fuente principal de los problemas epistemológicos” en ese terreno.

Nominalismo, Realismo, Empirismo, Formalismo, Historicismo-Especulativo: ¿qué tiene que decir el marxismo frente a esa querella secular? El marxismo, en efecto, que ha autodefinido su voluntad de conocimiento como “el análisis concreto de una situación concreta“. Hay en ese sentido una línea de textos, de elaboraciones parciales, de preguntas abiertas a la posibilidad de construir conceptos que tornen aprehensible “el episodio” por un pensamiento estructural.

Desde ese apunte genial de Marx –La Introducción de 1857- siguiendo por los textos de Lenin sobre la dialéctica redactados en 1914, verdadera matriz teórica de la práctica revolucionaria de 1917[iii], y el corpus filosófico-político de Mao[iv], hasta toda la obra fragmentaria, dispersa, pero absolutamente coherente de Gramsci redactada antes de la prisión y durante la década de martirios carcelarios.
He aquí, ciertamente, las líneas esenciales de un discurso epistemológico rico aunque no sistemático. A su lado, conviven otros fragmentos, trozos apretados donde se entrecruza la historia del pensamiento con la historia de las prácticas revolucionarias: reflexiones polémicas volcadas en la correspondencia de Marx y Engels; estudios históricos donde la complejidad del análisis de coyuntura alcanza a ser descripta pero no teorizada ( El 18 Brumario, como ejemplo clásico); por fin, el proceso mismo de las grandes revoluciones en las que la realimentación de teoría y práctica da lugar a lecciones “abiertas” que pueden ser codificadas.
Es en el interior de este desarrollo donde revelaremos a Gramsci, par­ que toda su reflexión no lleva sino al intento de colocar las bases gnoseológicas y también sustantivas- para el estudio y la resolución de las coyunturas a través del diseño de un “canon metodológico” (la expresión aparece reiteradamente en los Cuadernos de la Cárcel) que permita relacionar las estructuras con la actualidad.
El análisis de una coyuntura no es otra cosa, en Gramsci, que el examen de un haz de relaciones contradictorias (relaciones de fuerza), en cuya combinación particular un nivel de ellas las “económicas“ opera como límite de variación, “o sea, permite controlar el grado de realismo y de posibilidades de realización de las diversas ideologías que nacieron (…) en el terreno de las contradicciones que generó durante su desarrollo“.
Encuentro de temporalidades específicas que desembocan en un “acontecimiento“, la coyuntura implica el conocimiento del desarrollo desigual de las relaciones de fuerza en cada uno de los niveles que, articuladamente componen lo social como objeto real y como concepto. Lo social, entonces como síntesis de muchas determinaciones, en la línea de la Introducción de 1857: “unidad de lo múltiple“.
Pero estas determinaciones, que son otra cosa que relaciones sociales, expresan el ritmo de sus historias propias, irreductibles. Ese es el sentido que adquiere para Gramsci su definición del materialismo histórico como “historicismo integral“, más allá de los equívocos a que pueda dar lugar la expresión poco feliz entre “estructura” y “acontecimiento“, la historia no es una invitada: es la condición de posibilidad para reconstruir el modo particular de articulación de las determinaciones; la herramienta que permite leer tanto al “acontecimiento” como a la “estructura“, en su forma “coyuntural“, esto es, como “momento actual” de las contradicciones sociales, como “dialéctica de la totalidad concreta“, en la expresión de Kosik.[v]
El estudio de la coyuntura puede dejar de ser antropología ingenua, descripción de casos o, inversamente, extrapolación de un nivel (la economía como “factor“) al que se “dinamiza” en la política. Cabe aquí una reflexión (pronunciada desde el marxismo y desde su oficio de historiador) por Pierre Vilar: “Confesemos que nos falta la teoría de la articulación entre el funcionamiento global de las sociedades y la incubación de los acontecimientos“.[vi] Tratar de precisar lo que Gramsci aporta como contribución al problema no implica la creencia ingenua en resolverlo. Queda dicho que no se trata de un dilema exclusivo del marxismo sino que está en el núcleo de la discusión en las ciencias sociales contemporáneas: “todo debe ser construido iba a decir inventado en lo que concierne a la coyuntura“, ha opinado Braudel.
Dentro de esta limitación nos interesara ver:
1) las líneas generales del aparato conceptual gramsciano en lo que hace a articulación entre “base” y “superestructuras”;
2) su posibilidad de instrumentalización para la construcción de la ciencia política.
II
En el análisis de los elementos que conforman la aportación gramsciana a la problemática en cuestión es posible aislar tres “temas” centrales:

1) la preocupación, en el campo del análisis de una situación, por las condiciones suficientes que la producen, más allá de la “determinación en última instancia” que la contiene;
2) la aprehensión de cada sociedad como un concreto histórico, como un producto complejo que se condensa como sistema hegemónico y no meramente como “modo de producción” o como “formación social” entendida esta como “entrelazamiento de varios modos de producción“;
3) por fin, como nota metodológica, la insistencia en lo que “weberianamente” podríamos calificar como el desplazamiento de una problemática que busca “deducir” los acontecimientos particulares de leyes generales hacia otra que pretende capturar “conexiones causales concretas“, que remiten a leyes generales pero entendidas como límites de variación posible de los fenómenos en consideración.
En el desarrollo de estos “temas” la producción de Gramsci a través de un hilo que arranca desde sus escritos de juventud hasta sus cuadernos de la cárcel irá tentando la elaboración de una batería de conceptos pertinentes, aunque a menudo el grado de maduración de los mismos sea insuficiente para articularse en un sistema de proposiciones y solo queden como indicaciones para la investigación, como reglas heurísticas.
Si Gramsci puede ser calificado como “teórico de la coyuntura“, el título lo deriva no tanto de sus trabajos puntuales sobre episodios históricos (aunque en su obra haya ejemplos notables como los textos sobre ll Risorgimento o sobre la cuestión meridional) sino porque en el núcleo de su discurso instala el problema de las relaciones orgánicas y también analíticas entre “estructura” y “superestructura“. En una de las notas críticas sobre el “Manual” de Bujarin, escribe: “No está tratado este punto fundamental: cómo nace el movimiento histórico sobre la base de la estructura (…) Este es, en definitiva, el punto crucial de todos los problemas en torno a la filosofía de la praxis.[vii]
Y en efecto, alrededor de este “punto crucial” Gramsci anuda toda su reflexión, cuyo sentido último es la crítica al reduccionismo economicista “no solo en la teoría de la historiografía sino también y especialmente en la teoría y en la práctica política” (Mach. 59). Toda la obra gramsciana, como teórico y como dirigente político no puede ser leída sino como critica al economicismo y como fundamentación de la “primacía de la política” en el análisis de las coyunturas. Metodológicamente ello implica una redefinición de las relaciones entre estructura y superestructura. “Es el problema de las relaciones entre estructura y superestructuras el que es necesario plantear exactamente y resolver para llegar a un análisis justo de las fuerzas que operan en la historia en un período determinado y define su relación” (Mach. 67).
El análisis de las coyunturas en su lenguaje, el análisis de “las situaciones” (Mach. 65) como cruce de temporalidades específicas, como resultado del desigual grado de desarrollo de las distintas “relaciones de fuerzas” es el análisis, en el interior del “acontecimiento“, de los límites puestos por los datos de la “estructura” combinadas con la eficacia específica con que actúa como aceleración o como bloqueo la articulación compleja de las “superestructuras“.
Frente a una lectura posible del Prefacio de Marx a la Contribución a la crítica de la economía política (lectura socialdemócrata o stalinista) en que la estructura es presentada como “anatomía de la sociedad civil” y las superestructuras como “apariencia“, Gramsci propone alternativamente, utilizando una expresión de Sorel, el concepto de bloque histórico para dar cuenta de la relación orgánica que se da entre esas dos áreas de relaciones como clave para la dialéctica social.
Hay un rechazo expreso de algunas “metáforas” marxianas vertidas en el citado prefacio que han sido la base metodológica del reduccionismo, incapaz de superar la causalidad mecánica, o su retoque inadecuado: la causalidad funcionalista de la “acción recíproca“. Dice Gramsci: “La expresión tradicional de que la ‘anatomía’ de la sociedad está constituida por la ‘economía’ es una simple metáfora tomada de las discusiones habidas en torno a las ciencias naturales y a la clasificación de las especies animales, clasificaciones que entraron en su fase ‘científica’ cuando se comenzó a partir de la anatomía y no de caracteres secundarios y accidentales. La metáfora estaba justificada también por su ‘popularidad’, puesto que ofrecía a un público no refinado intelectualmente un esquema de fácil comprensión (…) Las ciencias experimentales y naturales han sido, en cierta época, un ‘modelo’, un ‘tipo’ y puesto que las ciencias sociales (la política y la historiografía) buscaban un fundamento objetivo y científicamente adaptado a lograr para sí mismas la seguridad y energía de las ciencias naturales, es fácil comprender que hayan recurrido a estas para crearse un lenguaje” (M.S. 77).
Y en otra nota de los cuadernos, amplia sobre los efectos negativos de esta “metáfora” aunque sin referirse esta vez explícitamente a ella: “La ley de causalidad, la búsqueda de la regularidad, normalidad, uniformidad, sustituyen a la dialéctica histórica. Pero ¿cómo de este modo de concebir puede deducirse la superación, la ‘subversión’ de la praxis? El efecto, mecánicamente, no puede jamás superar la causa o el sistema de causas; de allí que no puede tener otro desarrollo que el chato y vulgar evolucionismo” (M.S. 138).
La observación gramsciana coloca a su pensamiento ante la posibilidad que no despliega explícitamente de redefinir de manera total una problemática teórica que en el interior del marxismo (menos por las limitaciones de Marx que por las de sus discípulos) ha sido motivo permanente de equívocos: desde la postulación de un pleno economicismo, hasta los intentos confusos del viejo Engels por “dialectizar” el larvado sustancialismo que preside la metáfora arquitectónica (“tópica”, en la expresión de Althusser de la “base” y las “superestructuras“, presentes en sus cartas a Bloch, Schmidt y Borgius (Starkenburg).
La propuesta de Gramsci mucho más un programa que un desarrollo se inserta en cambio lógicamente en las notas metodológicas de la Introducción de 1857 a la Contribución a la crítica de la economía política (texto marxiano que sin embargo no cita en los Cuadernos) en el que la metáfora “espacial” no aparece y la realidad social es vista como una “totalidad orgánica” cuyo conocimiento implica una elaboración en espiral hacia círculos cada vez más “concretos“, esto es más complejos de determinaciones múltiples. Es allí donde Marx -que acaba de releer la Lógica de Hegel– plantea a propósito de la relación entre las diversas relaciones económicas, de manera más clara su concepción acerca de la articulación entre los distintos niveles de lo real.
Dice Marx: “El resultado al que llegamos no es que la producción, la distribución, el intercambio y el consumo sean idénticos, sino que constituyen las articulaciones de una totalidad, diferenciaciones dentro de una unidad. La producción trasciende tanto más allá de sí misma en la determinación opuesta de la producción, como más allá de los otros momentos. A partir de ella, el proceso recomienza nuevamente. Se comprende que el cambio y el consumo no pueden ser lo trascendente. Y lo mismo puede decirse de la distribución en tanto que distribución de los productos. Pero como distribución de los agentes de la producción constituye un momento de la producción. Una producción determinada, por lo tanto, determina un consumo, una distribución, un intercambio determinados y relaciones recíprocas determinadas de estos diferentes momentos. A decir verdad, también la producción, bajo su forma unilateral, está a su vez determinada por los otros momentos. Por ejemplo cuando el mercado o sea la esfera del cambio, se extiende, la producción amplía su ámbito y se subdivide más en profundidad. Al darse transformaciones de la distribución se dan cambios en la producción del caso, por ejemplo, de la concentración del capital. O de una distinta distribución de la población en la ciudad y en el campo, etcétera. Finalmente, las necesidades del consumo determinan la producción. Entre los diferentes momentos tiene lugar una acción recíproca. Esto ocurre siempre en los conjuntos orgánicos”.[viii]
La tematización gramsciana de las relaciones entre “base” y “superestructura” se instala en ese espacio. “La estructura y las superestructuras forman un bloque histórico, o sea que el conjunto complejo, contradictorio y discorde de las superestructuras es el reflejo del conjunto de las relaciones sociales de producción” (M.S. 48). Ambas constituyen una “unidad orgánica” (“unidad de los contrarios y de los distintos“) que solo puede ser abstraída metodológicamente. El concepto de “bloque histórico” aprehende plenamente esta unidad “en cuanto las fuerzas materiales son el contenido y las ideologías la forma, siendo esta distinción de contenido y forma puramente didascálica, puesto que las fuerzas materiales no serían concebidas históricamente sin forma y las ideologías se dan caprichos individuales sin la fuerza material” (M.S. 58).

Si en tanto concepto, el bloque histórico implica la unidad (como desarrollo “interrelativo y recíproco“, M.S. 228) entre estructura y superestructura, cuando alude a la realidad histórica que recorta en el tiempo, un “bloque histórico” es el resultado de un juego de relaciones de fuerzas sociales, articulado sistemáticamente a través de la hegemonía que un grupo social ejerce sobre el conjunto.
Un bloque histórico no es, pues, un agregado mecánico de “hechos materiales” y de “hechos de conciencia“, sino un “sistema hegemónico“. Dentro de él, ¿qué rol juega la estructura? Es cierto que no se hallan en sus textos desarrollos abundantes sobre el problema. Por un lado, aparece ligada a la noción de límite que contiene a los actas políticos: como “el elemento menos variable del desarrollo histórico” (M.S. 165); como conjunto de fuerzas sociales “objetiva, independiente de la voluntad de los hombres, que puede ser medida con los sistemas de las ciencias exactas o físicas” (Mach. 71); como indicador de si existen en la sociedad condiciones para su transformación; en fin, como patrón para controlar el grado de realismo o de utopía de las superestructuras. Retomando la afirmación de Marx en el Prefacio a la Contribución a la crítica de la economía política, la estructura marcaría dos restricciones al movimiento social:
1. ninguna sociedad se propone tareas para cuya solución no existan ya las condiciones necesarias y suficientes o no estén, al menos, en vías de aparición y desarrollo;
2. ninguna sociedad desaparece y puede ser sustituida si antes no desarrolla todas las formas de vida que están implícitas en sus relaciones” (Mach. 67).
Pero esta definición como elemento duradero, mensurable, determinador de límites, no parece agotar la presentación que Gramsci hace del concepto. La estructura, en la concepción marxista, no es como cree Croce un “dios oculto“, un “noumeno” (Mach. 34). Y en otra nota, agrega: “Si el concepto de estructura es concebido especulativamente, se convierte por cierto en un ‘dios oculto’; pero la verdad es que no debe ser concebido especulativamente sino históricamente, como el conjunto de las relaciones sociales en las cuales se mueven y obran los hombres reales, como un conjunto de condiciones objetivas que pueden y deben ser estudiadas con los métodos de la ‘filología’ y no de la ‘especulación’”, (M.S. 190). La estructura no es “algo inmóvil y absoluto” sino “la realidad misma en movimiento” (M.S. 229). Y en el mismo párrafo añade: “La afirmación de las Tesis sobre Feuerbach sobre el ‘educador que debe ser educado’, ¿no concibe una relación necesaria de reacción activa del hombre sobre la estructura, afirmando la unidad del proceso real?“
La estructura, como conjunto de condiciones materiales es expresión de una relación social y, por lo tanto, de un determinado periodo histórico. Como “cristalización de toda la historia pasada y base de la historia presente y futura” (es) “un documento y al mismo tiempo una fuerza activa actual de propulsión“, pero no en el sentido “físico o metafísico” de causa (M.S. 165). Si las “condiciones materiales” deben ser consideradas “como el pasado, la tradición, concretamente entendidos, objetivamente comprobables y mensurables“(M.S. 220), “condición del presente y del porvenir”‘ ello no les otorga carácter de absoluto: su eficacia histórica no puede estudiarse al margen de su articulación con las superestructuras.
En este esquema, la proposición marxiana respecto de que los hombres toman conciencia de los conflictos de la estructura en el terreno de las superestructuras “debe ser considerada como afirmación de valor gnoseológico y no puramente psicológico y moral” (M.S. 48). ¿Qué significa esto?
Definir para la superestructura un status de “realidad” y no de “apariencia“. “Para la filosofía de la praxis, las superestructuras son una realidad (o se tornan realidad cuando no son puras lucubraciones individuales) objetiva y operante; ella afirma explícitamente que los hombres toman conciencia de su posición social y, por tanto, de sus objetivos, en el terreno de las ideologías, lo que no es una pequeña afirmación de realidad; la misma filosofía de la praxis es una superestructura, es el terreno en que determinados grupos sociales toman conciencia de su propio ser social, de sus fuerzas, de sus objetivos, de su devenir” (M.S. 235).

La unidad orgánica entre estructura y superestructuras, el reconocimiento de sus dos “realidades” como una articulación que se expresa en un “bloque histórico“, encontrara en el concepto de hegemonía su clave teórica. “El rasgo esencial de la más moderna filosofía de la praxis consiste precisamente en el concepto historico-politico de hegemonía“. Es alrededor de este concepto que puede centrarse el desarrollo de los aportes de Gramsci como principal protagonista, en el campo de la ciencia política, “de aquella maduración del socialismo que ya se había realizado en el campo de la ciencia económica gracias a los estudios de Marx, Lenin, Rosa Luxemburgo, Bujarin“.[ix]
III
Lo que interesa ahora es tratar de ver de qué modo el discurso propedéutico sobre el “bloque histórico“, que permite plantear como unidad a lo que suele ser un reiterado dualismo (que desemboca en “economicismo” o “ideologismo“, según cuál extremo se enfatice), se expresa en conceptos más operacionales para la ciencia política y para la práctica política.[x]
El punto de arranque lógico es su conocida definición del Estado, como combinación de coerción y consenso, como articulación entre Sociedad Civil y Sociedad Política. El Estado no es sólo el aparato de gobierno, el conjunto de instituciones públicas encargadas de dictar las leyes y hacerlas cumplir. El Estado bajo el capitalismo (y solo allí es lícito hablar de Estado para referirse al poder político) es un Estado Hegemónico, el producto de determinadas relaciones de fuerzas sociales, “el complejo de actividades prácticas y teóricas con las cuales la clase dirigente no solo justifica y mantiene su dominio sino también logra obtener el consenso activo de los gobernados” (Mach. 108).
Criticando a Croce, señalará que la característica del marxismo “consiste en la reivindicación del momento de la hegemonía como esencial en su concepción estatal y en la valorización del hecho cultural (…) como necesario junto a los meramente económicos y políticos” (M.S. 189).

En ese sentido, integran el Estado capitalista, como “trincheras” que lo protegen de la irrupción del elemento económico inmediato, el conjunto de instituciones llamadas “privadas“, agrupadas en el concepto de Sociedad Civil y que corresponden a la función de hegemonía que el grupo dominante ejerce en la sociedad. Familia, iglesias, escuelas, sindicatos, partidos, medios masivos de comunicación, son algunos de estos organismos definidos como espacio en el que se estructura la hegemonía de una clase, pero también en donde se expresa el conflicto social. Son las instituciones de la Sociedad Civil; el escenario de la lucha política de clases.
El razonamiento gramsciano se implanta sobre la primada de la política, no como “esencia” sino como momento superior de la totalidad de las relaciones de fuerzas sociales. Si para analizar las condiciones de funcionamiento de un sistema hegemónico debe considerarse a la economía como su “determinación en última instancia“, para operar su desestructuración el camino es inverso: lo dominante son los conflictos en el plano de la política.
La definición amplia de Estado virtualmente identifica a este con el concepto de superestructura. Explícitamente Gramsci señala que “el sistema de las superestructuras debe ser concebido como distinciones de la política” (Mach. 34). El papel de la ciencia política en la construcción de una ciencia social global pasa así a ser decisivo: “Es evidente que todas las cuestiones esenciales de la sociología no son más que cuestiones de la ciencia política” (Mach. 108). Por fin, “es en la fase de la lucha por la hegemonía (que) se desarrolla la ciencia política” (M.S. 98).
La vinculación de la función de hegemonía con el concepto estatal de Sociedad Civil redimensiona los rasgos de la primera. La hegemonía aparece como la potencialidad de un grupo social para dirigir (ideológica y culturalmente) a otros grupos sociales aliados, pero a través de su organización en aparatos de naturaleza predominantemente política.
Esta concepción “institucionalista” de la hegemonía aleja los esquemas gramscianos de otros modelos de legitimidad erigidos exclusivamente sobre el consenso ideológico. La hegemonía se expresa como existencia “real“, histórica, a partir de aparatos hegemónicos (las instituciones de la Sociedad Civil) que en conjunto articulan, como particularidad, a cada sociedad y a cada una de sus etapas como “sistema hegemónico“. Ninguna situación puede ser analizada fuera de las relaciones de fuerza al interior de las instituciones.
El concepto de hegemonía tiene como espacio de constitución al campo de las relaciones políticas: grupo hegemónico es aquel que representa los intereses políticos del conjunto de grupos que dirige. En ese sentido el concepto se deslinda tanto del nivel económico como del nivel ideológico, entendido este como meramente simbólico.
Como unidad de análisis para la teoría y la práctica políticas, una sociedad histórica no es ni un “modo de producción” ni una “formación social” (como articulación de modos de producción); es un sistema hegemónico, vale decir una totalidad concreta cuyos elementos constituyentes están ordenados en una combinación particular cuyo factor de cohesión es el poder político (estatal en sentido amplio). Se trata, pues, de un modo particular (irrepetible) de articulación entre estructura y superestructuras. Pero el análisis de una coyuntura en el interior del sistema hegemónico supone un paso más: determinar el nivel específico de desarrollo (desigual) de las relaciones de fuerza en los distintos niveles que componen la totalidad social.
“Un estudio sobre la forma en que es preciso analizar las ‘situaciones’, o sea la forma en que es preciso establecer los diversos grados de relaciones de fuerza, puede prestarse a una exposición elemental de ciencia y arte político, entendida como un conjunto de cánones prácticos de investigación y de observaciones particulares, útiles para subrayar el interés por la realidad efectiva y suscitar intuiciones políticas más rigurosas y vigorosas” (Mach. 65). Esta frase precede a los conocidos apuntes de Gramsci sobre “Análisis de las situaciones”. Es allí donde aparece la distinción entre los diversos momentos o grados de las mismas:
1) relación de fuerzas sociales (remitidas al concepto de estructura : relaciones de producción ; grupos sociales) ;
2) relación de fuerzas políticas (homogeneidad y organización de los grupos), que puede ser dividida en niveles: económico-corporativo, económico-social y político.

Marcando este último “el neto pasaje de la estructura a la esfera de las superestructuras complejas“, el momento de la hegemonía.
Estos momentos se influyen recíprocamente y se articulan a través de una doble combinación: “horizontal” (según clases) y “vertical” (según regiones); “cada una de estas combinaciones puede ser representada por su propia expresión organizada, económica y política” (Mach. 72). Por fin, estas relaciones internas al Estado-Nación se combinan con las relaciones de fuerza internacionales en un modelo aún más complejo porque a menudo se trata de la articulación entre secciones territoriales de Estados diferentes.
Pero es a partir de las relaciones sociales nacionales que debe emprenderse el análisis. “En realidad, la relación ‘nacional’ es el resultado de una combinación original, única (en cierto sentido) y que debe ser concebida en esa originalidad y unicidad si se desea dominarla y dirigirla. (…) La clase dirigente merece ese nombre sólo en cuanto interpreta exactamente esa combinación, de la que ella misma es un componente (…). El concepto de hegemonía es aquel en el que se anudan las exigencias de carácter nacional…” (Mach. 148 y 149).
Articulación compleja de relaciones sociales diversas y con temporalidades propias, una coyuntura en el interior de un sistema hegemónico contiene, dialécticamente, los elementos de su desestructuración. El reverso de la teoría gramsciana de la sociedad como sistema hegemónico, es su teoría de la crisis como lucha contrahegemónica. ¿Cuándo puede decirse que un sistema ha entrado en crisis? Solo cuando esa crisis es social, política, “orgánica“. Solo, en fin, cuando se presenta una crisis de hegemonía, “crisis del Estado en su conjunto” (Mach. 77).
Estas pueden o no tener como estímulo a una crisis económica; más aun, en caso que ella se presente “solo puede crear un terreno más favorable a la difusión de ciertas maneras de pensar, de plantear y resolver las cuestiones que hacen a todo el desarrollo ulterior de la vida estatal” (…) “En todo caso, la ruptura del equilibrio de fuerzas no ocurre por causas mecánicas inmediatas de empobrecimiento del grupo social que tiene interés en romper el equilibrio y de hecho lo rompe; ocurre por el contrario, en el cuadro de conflictos superiores al mundo económico inmediato, vinculados al ‘prestigio’ de la clase (intereses económicos futuros), a una exasperación del sentimiento de independencia, de autonomía y de poder. La cuestión particular del malestar o bienestar económico como causa de nuevas realidades históricas es un aspecto parcial de la cuestión de las relaciones de fuerza en sus diversos grados” (Mach. 74 y 75).
Incluso aunque la crisis sea de hegemonía, orgánica, su irrupción no garantiza una salida revolucionaria: ello depende de las características de la relación política de fuerzas. “Si falta este proceso de desarrollo que permite pasar de un momento a otro (…) la situación permanece sin cambios y pueden darse conclusiones contradictorias” (…) “El elemento decisivo de toda situación es la fuerza permanentemente organizada y predispuesta desde hace largo tiempo, que se puede hacer avanzar cuando se juzga que una situación es favorable (y es favorable solo en la medida en que una tal fuerza existe y este impregnada de ardor combativo)” (Mach. 75 y 76).
En la medida en que el análisis de una coyuntura como predicción política implica el estudio específico de un haz de determinaciones complejas que configuran una situación en cierto sentido irrepetible, para cuya definición “lo económico” es solo un límite objetivo y las relaciones entre los grupos sociales implican grados de desarrollo distinto en niveles de actividad diversos (las relaciones objetivas sociales, las relaciones de fuerza política o “sistemas hegemónicos en el interior del Estado“, las relaciones políticas inmediatas o “potencialmente militares“, ¿no implica esa perspectiva de análisis reales riesgos de “historicismo“?
La consideración de este tema nos lleva a un punto central de la polémica gramsciana contra la unilateralidad economicista: el de su actitud frente al problema de la previsión en política y en general frente a la categoría de ley en ciencias sociales.
“Es cierto que prever significa solamente ver bien el presente y el pasado en cuanto movimiento; ver bien, es decir, identificar con exactitud los elementos fundamentales y permanentes del proceso. Pero es absurdo pensar en una previsión puramente ‘objetiva’” (Mach. 63). Prever implica “actuar” sobre la realidad con un programa y es este aspecto “subjetivo” de la previsión el que la hace fuerte.
Una determinada concepción del mundo (y esto vale también para el materialismo histórico) puede identificar mejor que otra los elementos fundamentales de la coyuntura en análisis, pero “no contiene en sí misma un poder superior de capacidad de previsión“. “En realidad, se puede prever ‘cientificamente’ la lucha pero no sus momentos concretos, los cuales solo pueden ser el resultado de fuerzas contrastantes, en continuo movimiento, jamás reductibles a cantidades fijas, puesto que en ellas la cantidad deviene calidad” (M.S. 139).
Y agrega: “Realmente se prevé en la medida en que se obra, en que se aplica un esfuerzo voluntario y, por tanto, se contribuye concretamente a crear el resultado ‘previsto’ “. “Esto va contra la manera habitual de considerar la cuestión. Generalmente se piensa que todo acto de previsión presupone la determinación de leyes de regularidad del tipo de las leyes de las ciencias naturales. Pero como esas leyes no existen en el sentido absoluto o mecánico, no se tiene en cuenta la voluntad de los demás y no se ‘prevé’ su aplicación. Se construye por lo tanto sobre una hipótesis arbitraria y no sobre la realidad” (Mach. 64).
Pero esta intuición, que se acerca al concepto moderno de ley en ciencias sociales,[xi] no implica “historicismo“‘ en tanto este postule la imposibilidad de descubrir regularidades en los hechos sociales. “Ciertamente, la filosofía de la praxis se realiza en el estudio concreto de la historia pasada y en la actual actividad de creación de nueva historia. Pero se puede hacer la teoría de la historia y de la política, puesto que si los hechos son siempre individuales y mudables en el flujo del movimiento histórico, los conceptos pueden ser teorizados. De otra manera no se podrá saber siquiera que es el movimiento o la dialéctica y se caería en una nueva forma de nominalismo” (M.S. 129).
Se trata, nuevamente, del problema de la unidad orgánica de lo real y de las distinciones analíticas en el pensamiento. “La indagación de una serie de hechos para hallar sus relaciones presupone un concepto que permita distinguir dicha serie de hechos de otras“, señala (M.S. 160). Pero esta necesidad de fijar conceptos “sin los cuales la realidad no podría ser comprendida“, no deja de hacer imprescindible el recordar que “realidad en movimiento y concepto de la realidad, si lógicamente pueden ser separados, históricamente deben ser concebidos como unidad inseparable” (M.S. 214).
Un análisis de coyuntura, en Gramsci, equivale a la posibilidad de formular una “previsión”. Si es posible presentar un canon metodológico para internarse en el mismo (y Gramsci lo hace) es a condición de considerar las situaciones como una relación entre fuerzas, como un producto de actores sociales que se oponen y articulan entre si y poseen distinto grado de organización y coherencia. La complejidad de los lazos que integran una coyuntura no puede ser reducida a “expresión inmediata de la estructura“: “la política es, de hecho, en cada ocasión el reflejo de las tendencias de desarrollo de la estructura, tendencias que no tienen por qué realizarse necesariamente” (M.S. 102). Sobre el proceso en acto, solo pueden trazarse hipótesis, pero no prever la “necesariedad” de un desenlace determinado.
En este sentido, la apreciación de los hechos jamás puede ser “exacta“. Ciertamente el analista debe ser capaz de distinguir, de la totalidad de los movimientos políticos e ideológicos de los grupos que actúan en la escena social, aquellos que son “orgánicos” de aquellos que son “ocasionales“. El no poder encontrar la relación justa es fuente de error: sea este “un exceso de economicismo o doctrinarismo pedante” o, a la inversa, “un exceso de ideologismo“.
“En un caso se sobreestiman las causas mecánicas; en el otro se exalta el elemento voluntarista e individual” (Mach.68). Para esta dilucidación no existen “reglas” específicas en la obra gramsciana, aunque aparezcan ejemplos notables de puesta en práctica de la distinción en su trabajo de 1926 sobre “la cuestión meridional“, verdadero modelo de análisis marxista de una “situación“.
La necesidad de discriminar entre “orgánico” y “ocasional” en el estudio de los comportamientos de las fuerzas queda, sobre todo, como una advertencia para el analista: “El nexo dialectico entre los dos órdenes de movimiento y, en consecuencia, de investigación, es difícilmente establecido con exactitud; y si el error es grave en la historiografía, es aún más grave en el arte político, cuando no se trata de reconstruir la historia pasada sino de construir la presente y la futura” (Mach, 68).

En la coyuntura intervienen también elementos aleatorios; acciones que no pueden ser imputadas como “racionales” en términos de intereses objetivos; pueden ser el resultado de un “error de cálculo por parte de los dirigentes de las clases dominantes” (M.S. 102). Este “error” no es adjudicable a la clase sino a su élite política circunstancial: a través de crisis internas que llevan al reemplazo de la élite fracasada, el mismo es (o puede ser) corregido y superado.
Simultáneamente, otro elemento que interviene en la configuración de las coyunturas políticas es la necesidad interna, organizativa, de los grupos sociales. La “racionalidad” de sus actos, en esos casos, no se liga directamente con las relaciones sociales objetivas, sino con sus necesidades políticas de consolidación y coherencia. Esta, como la anterior restricción al carácter “orgánico” de los comportamientos políticos, queda también en Gramsci como mera indicación heurística, sobre la que pueden fundarse hipótesis durante la marcha del proceso, pero cuya validez solo puede comprobarse ex post.
Lo que Gramsci propone, en fin, es un marco teórico para rescatar las relaciones entre “base” y “superestructuras” como momentos articulados de una “totalidad orgánica“, por lo que una coyuntura aparece como un producto complejo de múltiples determinaciones de origen diverso, en el que las relaciones sociales objetivas adquieren, como punto de partida, un peso mayor pero no el carácter de determinación inmediata.
No existe necesariedad aprioristica para el desenlace de una coyuntura, fuera de la praxis histórica. “La observación más importante a plantear a propósito de todo análisis concreto de las relaciones de fuerzas es la siguiente: que tales análisis no pueden y no deben convertirse en fines en sí mismos (a menos que se escriba un capítulo de historia del pasado) y que adquieren un significado solo en cuanto sirven para justificar una acción práctica, una iniciativa de voluntad. Ellos muestran cuales son los puntos de menor resistencia donde la fuerza de la voluntad puede ser aplicada de manera más fructífera” (Mach. 75).

NOTAS
[i]La expresión es de Jacques Texier.
[ii]”Contradicción y sobredeterminación”, en La Revolución Teórica de Marx, Siglo XXI, 1971, p. 94.
[iii]Sobre el tema, ver el excelente artículo de Michael Lowy, “De la Gran Lógica de Hegel a la estación finlandesa de Petrogrado”, en Dialéctica y Revolución, Siglo XXI, 1975, pp. 117-136.
[iv]Me refiero a los dos trabajos, “Acerca de la Práctica” y “Acerca de la Contradicción”.
[v]Karel Kosik, Dialéctica de lo concreto, Grijalbo, 1976, especialmente capítulos 1 y 2.
[vi]”Histora marxista, historia en construcción”, en WAA, Perspectivas de la historiografia contemporánea, SEP-SETENTAS, Mexico, 1976. p. 156.
[vii]El materialismo histórico y la filosofía de Benedetto Croce, Lautaro, 1958, p. 133. A partir de ahora citaré las referencias a dicho libro en el texto como M.S., seguido del número de página. Similar criterio adoptare para las referencias al otro libro utilizado en estas notas, Notas sobre Maquiavelo, sobre Política y sobre el Estado Moderno, Lautaro, 1962, a las que citare como Mach.
[viii]Karl Marx, Introducción general a la Crítica de la Economía Política, Cuadernos de Pasado y Presente No. 1, 1974, p. 56.
[ix]Umberto Cerroni, Teoría Política y Socialismo, Era, 1976, p. 149
[x]El desarrollo siguiente utiliza de manera abundante un texto que me pertenece, Los usos de Gramsci, Cuadernos de Pasado y Presente, Mexico, 1977
[xi]Sobre el tema, un excelente desarrollo en Luciano Gallino, “Gramsci y las ciencias sociales”, en VVAA, Gramsci y las ciencias sociales, Cuadernos de Pasado y Presente No. 19, 1974, especialmente pp. 7 a 10.